{"id":6293,"date":"2022-06-29T21:21:31","date_gmt":"2022-06-30T00:21:31","guid":{"rendered":"https:\/\/fapol.org\/blog\/portfolio-items\/comentarios-sobre-el-film-xxy\/"},"modified":"2024-12-16T16:24:35","modified_gmt":"2024-12-16T19:24:35","slug":"comentarios-sobre-o-filme-xxy","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/blog\/portfolio-items\/comentarios-sobre-o-filme-xxy\/","title":{"rendered":"Coment\u00e1rios sobre o filme XXY"},"content":{"rendered":"<p><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-title title fusion-title-1 fusion-sep-none fusion-title-text fusion-title-size-three\"><h3 class=\"fusion-title-heading title-heading-left\" style=\"margin:0;\">Coment\u00e1rios sobre o filme XXY<\/h3><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-1\" style=\"--awb-text-transform:none;\"><p style=\"text-align: right;\"><strong>Ondina Machado (EBP)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os casos de intersexo podem nos ensinar muito sobre a transexualidade e o processo de assun\u00e7\u00e3o de uma identidade sexual. Esse \u00e9 o caso do filme XXY que vamos debater neste encontro da Rede de Cinema e Psican\u00e1lise da Fapol.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O aspecto ao qual vou me dedicar nessa conversa \u00e9 a quest\u00e3o das cirurgias precoces para adequa\u00e7\u00e3o do corpo anat\u00f4mico ao sexo prevalente. Alex nasce anatomicamente com os dois sexos (XXY do t\u00edtulo) e seus pais s\u00e3o orientados a autorizar a cirurgia de adequa\u00e7\u00e3o &#8211; \u201cquanto antes melhor\u201d. Eles n\u00e3o aceitam e resolvem esperar pela decis\u00e3o de Alex. N\u00e3o tomar decis\u00e3o j\u00e1 \u00e9 tomar uma decis\u00e3o, nesse caso, um rotundo n\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia. Claro que isso n\u00e3o se d\u00e1 sem hesita\u00e7\u00f5es. Parece que a m\u00e3e de Alex gostaria de ver essa quest\u00e3o resolvida, talvez ela tivesse a esperan\u00e7a de que a cirurgia fosse a solu\u00e7\u00e3o. Certamente seria para a ang\u00fastia dos pais, o que \u00e9 bastante compreens\u00edvel. Mas, e para Alex?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois casos nos quais os pais aceitaram a prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica;<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Beb\u00ea intersexo com predomin\u00e2ncia das caracter\u00edsticas femininas. \u00c9 operado e vive como mulher at\u00e9 os 20 anos. Nos relacionamentos afetivos busca mulheres. Uma de suas namoradas faz perguntas sobre as cicatrizes, ela se espanta pois nunca havia reparado bem nelas. Sabia que havia feito uma cirurgia ainda beb\u00ea, mas n\u00e3o procurou por detalhes. Dessa vez questionou a m\u00e3e e recuperou seu prontu\u00e1rio no hospital onde fora operada. Teve acesso a todas as informa\u00e7\u00f5es sobre sua anatomia ao nascer, a orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e a cirurgia de adequa\u00e7\u00e3o\/defini\u00e7\u00e3o. Diante disso, decide que \u00e9 homem, n\u00e3o importa que n\u00e3o tenha p\u00eanis: \u00e9 homem. Vive o processo de transi\u00e7\u00e3o social, troca de documentos e faz uma festa para anunciar aos amigos que \u00e9 homem<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/li>\n<li>Aos sete meses foi diagnosticada com \u201cinsensibilidade aos andr\u00f3genos\u201d e fez uma cirurgia de transi\u00e7\u00e3o de g\u00eanero para o feminino. Anos atr\u00e1s, procurando por documentos para o mestrado, encontrou um relat\u00f3rio com sua condi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica (cromossoma XY- micro p\u00eanis, test\u00edculos e saco escrotal) e detalhes da cirurgia feita. \u201cSempre desconfiei de que havia uma hist\u00f3ria n\u00e3o contada a meu respeito\u201d. Quantos de n\u00f3s n\u00e3o tem essa mesma convic\u00e7\u00e3o? Afinal somente temos contato com nossos primeiros meses\/anos pela narrativa dos mais pr\u00f3ximos, muitas vezes eles mesmos interessados em suprimir algumas partes, aumentar outras ou dar conota\u00e7\u00f5es que constroem fatos na nossa hist\u00f3ria. Nesse caso aos 26 anos passou a se identificar como trans homem e passou a militar pela causa dos intersexuais<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os casos mais emblem\u00e1ticos s\u00e3o os de beb\u00eas que fizeram a cirurgia de abla\u00e7\u00e3o peniana por se constituir como uma castra\u00e7\u00e3o. Muitas vezes h\u00e1 prescri\u00e7\u00e3o hormonal para a vida toda. Uma estimativa de organiza\u00e7\u00f5es dedicadas ao assunto d\u00e1 conta de 130 milh\u00f5es de pessoas no mundo na condi\u00e7\u00e3o intersexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que essas cirurgias fazem \u00e9 impedir que \u201co ser sexuado se autorize por si mesmo\u201d como nos diz Lacan no Semin\u00e1rio Os nomes-do pai. A frase completa traz mais uma surpresa, pois se por um lado \u00e9 por si mesmo, por outro lado n\u00e3o \u00e9 sem os outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Repetindo a frase inteira: \u201cO ser sexuado na\u0303o se autoriza sena\u0303o por si mesmo e de alguns outros\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan esclarece que n\u00e3o se trata do grande Outro, mas dos outrinhos. Em pelo menos 2 outros momentos do ensino de Lacan a rela\u00e7\u00e3o entre o autorizar-se por si mesmo e os outros aparece a tratando de situa\u00e7\u00f5es diferentes: 1- no texto O tempo l\u00f3gico e a asser\u00e7\u00e3o da certeza antecipada, 2- na Proposi\u00e7\u00e3o de 6 de outubro de 1967. Ainda estou trabalhando nisso, mas posso adiantar que entendo que se trata de uma rela\u00e7\u00e3o l\u00f3gica. Assim, me parece, que este pequeno outro tem a fun\u00e7\u00e3o de um elemento l\u00f3gico que entra no c\u00e1lculo a partir do qual o sujeito deduz seu lugar em um grupo: no primeiro texto como ser sexuado, no segundo para saber qual disco tem nas costas e no terceiro como analista. N\u00e3o vou me estender nisso, apenas situar que o sujeito n\u00e3o se confunde com o indiv\u00edduo, ele \u00e9 uma dedu\u00e7\u00e3o e \u00e9 dessa dedu\u00e7\u00e3o que ele se nomeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos casos dos intersexuais apresentados acima, h\u00e1 um golpe no tempo de compreender, ou seja, n\u00e3o \u00e9 o sujeito que se autoriza, mas o grande Outro da ci\u00eancia que lhe imp\u00f5e um nome a partir de exames gen\u00e9ticos, portanto, levando em conta apenas o dado biol\u00f3gico \u2013 qual o sexo prevalente tal como a anatomia e os cromossomas designam. Um mestre moderno que coloca a biologia no lugar de agente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O autorizar-se aqui, equivale a nomear-se. N\u00e3o \u00e9 uma atribui\u00e7\u00e3o, uma ess\u00eancia ou o cumprir certas exig\u00eancias. Para Lacan, no caso da sexua\u00e7\u00e3o, trata-se de um processo que engloba a busca por um significante no Outro e o consentimento a assumir para si esse significante, reconhecer-se, na medida do poss\u00edvel. O consentimento depende de um trabalho de elabora\u00e7\u00e3o subjetiva, inclusive no caso de n\u00e3o consentir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim o autorizar-se, eu proponho, trata da singularidade. \u00c9 poder se nomear homem, por exemplo, mesmo que o significante universal falo n\u00e3o tenha como significado o \u00f3rg\u00e3o. As solu\u00e7\u00f5es pela via da identidade de g\u00eanero tamb\u00e9m podem ser constru\u00eddas por fatores imagin\u00e1rios que complementam ou definem a boa forma da imagem corporal, como em um caso no qual o uso de uma pe\u00e7a do vestu\u00e1rio feminino possibilitou a constru\u00e7\u00e3o da identidade almejada. Em outro, a troca do nome social lhe permitiu estar no espa\u00e7o p\u00fablico com a imagem mais condizente com seu \u00edntimo. Outros buscam a cirurgia. A solu\u00e7\u00e3o identit\u00e1ria n\u00e3o serve para todos, assim como a cir\u00fargica tamb\u00e9m n\u00e3o. A cada um a sua solu\u00e7\u00e3o, o que de certa forma est\u00e1 para todos, pois cada um de n\u00f3s tem que fazer esse trabalho: consentir com o significante dado pelo Outro ou inventar para si um modo de viver o sexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o podemos desconsiderar a possibilidade de que o momento de nossa cultura franqueie o significante trans como o \u201cnovo mal-estar\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> da \u00e9poca, um fen\u00f4meno que, se n\u00e3o \u00e9 numericamente de massa, sem d\u00favida vem explodindo a ponto de se falar em uma cultura trans. Esta seria uma das respostas ao desmonte do simb\u00f3lico em nossa civiliza\u00e7\u00e3o na qual a autoridade antes advinda do Outro \u00e9 coloca em xeque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que vemos no filme XXY demonstra a dificuldade de lidar com esses sujeitos, n\u00e3o s\u00f3 os intersexo como tamb\u00e9m aqueles que, mesmo n\u00e3o tendo quest\u00f5es gen\u00e9ticas em jogo, relatam o sentimento \u00edntimo de n\u00e3o estarem no corpo anat\u00f4mico adequado, ou seja, que n\u00e3o consentem com a nomea\u00e7\u00e3o que o Outro lhes conferiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No filme, os pais de Alex n\u00e3o permitiram a cirurgia, decidiram pelo isolamento da fam\u00edlia. Mudaram de pa\u00eds na esperan\u00e7a de uma solu\u00e7\u00e3o vinda do pr\u00f3prio sujeito. Entende-se o temor que eles viveram, mas ponderamos que as solu\u00e7\u00f5es implicam sempre um desafio, uma consequ\u00eancia. O isolamento e a dificuldade em tratar do assunto pela via da palavra pode ter apenas postergado um impasse que estava posto desde o nascimento de Alex, n\u00e3o possibilitando uma constru\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o estava presente e o tempo da adolesc\u00eancia chegando. A Alex sobrou a nomea\u00e7\u00e3o em ato.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Caso recolhido no N\u00facleo de pesquisa Cl\u00ednica e pol\u00edtica do ato do ICP-RJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Jornal O Globo. \u201cDurante 33 anos vivi uma farsa\u201d. Acesso 10\/05\/2022: https:\/\/oglobo.globo.com\/saude\/medicina\/noticia\/2022\/05\/durante-33-anos-vivi-uma-farsa-a-luta-contra-a-cirurgia-precoce-em-criancas-intersexuais-no-brasil.ghtml?utm_source=Instagram&amp;utm_medium=Social&amp;utm_campaign=O%20Globo<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Miller, J.-A. D\u00f3cil ao trans. Em: Lacan cotidiano, n. 928, abril de 2021.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-2 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-title title fusion-title-2 fusion-sep-none fusion-title-text fusion-title-size-three\"><h3 class=\"fusion-title-heading title-heading-left\" style=\"margin:0;\">\u201cBichito Raro\u201d<\/h3><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\" style=\"--awb-text-transform:none;\"><p style=\"text-align: right;\"><strong>Lorena Gre\u00f1as \u2013 NELcf &#8211; Guatemala<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">La pel\u00edcula XXY nos presenta la problem\u00e1tica en torno a la sexuaci\u00f3n de Alex. Se trata de un sujeto \u201cintersexual\u201d. Seg\u00fan la Alta Comisi\u00f3n de los Derechos del Hombre de las Naciones Unidas, las personas intersexuales son aquellas que &#8220;nacieron con los caracteres sexuales (genitales, gon\u00e1dicos o cromos\u00f3micos) que no corresponden a las t\u00edpicas definiciones binaria de cuerpos masculinos o femeninos&#8221;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensemos en la escena donde la madre de Alex conversa con\u00a0 la pareja amiga en el lugar\u00a0 d\u00f3nde qued\u00f3 embarazada y Dice:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTodo el tiempo te preguntan cuando est\u00e1s embarazada: \u201cEs var\u00f3n o mujer\u201d; en la cl\u00ednica es lo primero que preguntan, \u00bfes nena o nene?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jackie Pigeaud \u2013 profesor franc\u00e9s de lat\u00edn e historia de la medicina- dice: \u201c intersexual \u2013 ni lo uno ni lo otro, y lo uno y lo otro, entre masculino y femenino, o los dos a la vez\u201d.<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00bfQu\u00e9 mejor que recordar otra escena, cuando\u00a0 Alvaro est\u00e1 dibujando algo en\u00a0 la playa y Alex se acerca y le pregunta: \u00bfQu\u00e9 es?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alvaro: \u201cun bichito raro, no lo toques\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alex lo aplasta, \u201c\u00bfQu\u00e9 sabes vos de las especies de mi casa?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Si el bichito es una met\u00e1fora de Alex, cabe preguntarse \u00bfQu\u00e9 es Alex?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Surge aqu\u00ed la cuesti\u00f3n de la sexuaci\u00f3n. En mi caso, me orient\u00f3 mucho para pensar la pel\u00edcula un art\u00edculo de Miquel Bassols que aparece en Lacan Hispano. Se llama: \u201cFundamentos de la sexuaci\u00f3n en Lacan\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ah\u00ed Bassols recuerda que el t\u00e9rmino \u201csexuaci\u00f3n\u201d surgi\u00f3 en la lengua francesa a finales del S. XIX para designar \u201cla atribuci\u00f3n de g\u00e9nero en los seres vivos\u201d y aclara que se trataba de una atribuci\u00f3n y no de una propiedad esencial que funda una diferencia\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Es s\u00f3lo a partir de significantes definidos por su diferencia y desde el lugar del Otro del lenguaje que se produce la sexuaci\u00f3n, sea cual sea.<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As\u00ed, en las escenas iniciales de la pel\u00edcula, vemos a Kraken en el Instituto de Biolog\u00eda Marina, \u201csexuando\u201d a una tortuga.\u00a0 \u201cHembra\u201d \u2014 dice \u2014. Adem\u00e1s, aparece un libro de su autor\u00eda: \u201cOr\u00edgenes del sexo\u201d lo que supondr\u00eda que tiene un saber. Saber que no alcanza en el caso de Alex dado que no es una tortuga (o un pez), Alex es un ser hablante y como Bassols bien se\u00f1ala, si bien \u201cla sexuaci\u00f3n es una atribuci\u00f3n que proviene del campo del Otro, cuando se trata del ser humano requiere de su consentimiento para ser efectiva\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atribuci\u00f3n del Otro y Consentimiento del Sujeto son los dos hilos que anudan la operaci\u00f3n simb\u00f3lica de la sexuaci\u00f3n \u2013 nos dice.<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">En una escena de la pel\u00edcula, Alvaro pregunta a Alex por su identidad : \u201c\u00bfQu\u00e9 sos?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alex responde: \u201cSoy las dos cosas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Luego le pregunta\u00a0 por su orientaci\u00f3n: \u201c\u00bfTe gustan los hombres o las mujeres?\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alex: \u201cNo s\u00e9\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alex est\u00e1 transitando por la adolescencia, tiene 15 a\u00f1os y lo que a mi gusto muestra la pel\u00edcula es ese tr\u00e1nsito incierto\u00a0 abierto a la dimensi\u00f3n de la \u201celecci\u00f3n\u201d para que se produzca ese consentimiento subjetivo. Elecci\u00f3n que no es sin angustia. Recordemos la escena, despu\u00e9s del encuentro sexual con Alvaro cuando Alex se queda sollozando \u00f3 m\u00e1s adelante su contemplarse desnuda\/desnudo ante el espejo; las mu\u00f1ecas f\u00e1licas que encontramos en su dormitorio o los dibujos y anotaciones en su diario que dan cuenta de ese recorrido del que no podemos anticipar su salida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">En \u201cObservaci\u00f3n sobre el informe de Daniel Lagache\u201d, Lacan dice: \u201cPero el lugar que el ni\u00f1o ocupa en la estirpe seg\u00fan la convenci\u00f3n de las estructuras de parentesco, el nombre de pila que a veces lo identifica ya con su abuelo, los marcos del estado civil y a\u00fan lo que denotar\u00e1 su sexo, son cosas \u00e9stsas que se preocupan bien poco de lo que \u00e9l es en s\u00ed mismo: \u00a1que surja pues hermafrodita, a ver qu\u00e9!\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>(<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recordemos la escena, luego del ataque de los chicos cuando Alex est\u00e1 acostada\/o y su padre est\u00e1 sentado mir\u00e1ndola\/o. Pregunta: \u201c\u00bfQu\u00e9 haces?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kraken: \u201cTe cuido\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alex:\u201cNo me vas a poder cuidar siempre\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kraken: \u201cHasta que puedas elegir\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alex: \u201c\u00bfQu\u00e9?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Kraken:\u00a0 \u201cLo que quieres\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alex: \u201c\u00bfY si no hay nada que elegir?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal vez se vislumbra aqu\u00ed su elecci\u00f3n de optar por un destino <em>queer <\/em>(extra\u00f1o \u2013 poco usual). Recordemos que Alex ha hab\u00eda dicho: \u201cNo quiero m\u00e1s operaciones, pastillas y cambios de colegio\u2026 quiero que todo siga igual\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encontr\u00e9 que las personas de g\u00e9nero <em>queer <\/em>son aquellas cuya identidad de g\u00e9nero trasciende la dicotom\u00eda hombre\/mujer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">La riqueza de la pel\u00edcula es que explora lo que el psicoan\u00e1lisis aporta, que la diferencia de los sexos no es ni cromos\u00f3mica, ni morfol\u00f3gica, ni social, se trata de modos de goce que Lacan desarroll\u00f3 con las f\u00f3rmulas de la sexuaci\u00f3n las cuales dan cuenta de \u201cesa relaci\u00f3n perturbada con el propio cuerpo que se denomina goce\u201d.\u00a0 Las f\u00f3rmulas dan cuenta de la disimetr\u00eda entre los sexos. \u201cUna disimetr\u00eda y no la reciprocidad fundamental de un binarismo \u2013 hombre \/ mujer \u2013 que solo se mantiene a partir del falo\u2026 como el s\u00edmbolo que desnaturaliza lo masculino y lo femenino al constituirlos en dos significantes que polarizan las identificaciones ideales para cada sujeto\u201d.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cada ser hablante\u00a0 correspondar\u00e1 elegir d\u00f3nde inscribirse como ser sexuado\u2026 cada uno bichito raro.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Anserment, F. \u201cCarta a Jacques Alain Miller sobre el contrapunto intersexos y trans\u201d. En Lacan Cotidiano, No 929 del 6 de mayo 2021, \u201cIntersexo y Transexualismo\u201d. Disponible en https:\/\/www.wapol.org\/es\/global\/Lacan-Quotidien\/LQ-929-BAT.pdf<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <em>Ibid<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Bassols, M. \u201cFundamentos de la sexuaci\u00f3n en Lacan\u201d. En <em>Lacan Hispano. <\/em>Olivos:Grama Ediciones 2021. Pags 409 &#8211; 415<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Ibid<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Lacan, J. \u201cObservaci\u00f3n sobre el informe de Daniel Lagache\u201d en Escritos II. Siglo XXI, editores, s. a. de c.v. M\u00e9xico, 2005 Pag. 633<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Bassols, M. \u201cFundamentos de la sexuaci\u00f3n en Lacan\u201d. <em>Op Cit.<\/em><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-3 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-title title fusion-title-3 fusion-sep-none fusion-title-text fusion-title-size-three\"><h3 class=\"fusion-title-heading title-heading-left\" style=\"margin:0;\">Lo que el cine nos da a ver y el psicoan\u00e1lisis permite alojar<\/h3><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-3\" style=\"--awb-text-transform:none;\"><p style=\"text-align: right;\"><strong>Carlos-Gustavo Motta (EOL)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta es una noche especial de presentaci\u00f3n de la Red Cine Psicoan\u00e1lisis de la Federaci\u00f3n Americana de Psicoan\u00e1lisis de Orientaci\u00f3n Lacaniana (FAPOL) que conjuntamente con mis colegas Lorena Gre\u00f1as y Ondina Machado, somos responsables de la Red Cine Psicoan\u00e1lisis. Un a\u00f1o especial este 2022 porque culmina nuestra gesti\u00f3n como responsables de la misma y que ha permitido con su especificidad abordar temas que se encuentran presentes en el psicoan\u00e1lisis pero que adem\u00e1s permiten alojar un trabajo de colegas que se encuentran en distintas partes del planeta y que suman a la investigaci\u00f3n en s\u00ed, el esp\u00edritu del <em>affectio societatis<\/em> del que tanto se habla. En definitiva el hacer lazo social y fundamentalmente, sostenerlo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">La pel\u00edcula que hoy nos re\u00fane es XXY del a\u00f1o 20007 filmada por Luc\u00eda Puenzo. La historia de un adolescente intersexual de quince a\u00f1os quien vive con sus padres que deben enfrentarse a los retos de su condici\u00f3n en el \u00e1mbito social no sin los prejuicios habituales.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">El bullyng o la broma pesada inflingida por pares, resulta de suma crueldad tanto a ni\u00f1os como a adolescentes. No es que no suceda en el mundo de los adultos, pero suponemos que en esta franja \u00e9tarea, nos encontramos con mayores estrategias y t\u00e1cticas en el orden simb\u00f3lico para encontrar\u00a0 defensas posible.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">C\u00f3mo impacta eso en el psiquismo a quien de alguna forma se la maltrata? No es la tem\u00e1tica que aborda\u00a0 XXY el film de Luc\u00eda Puenzo a partir del relato de Sergio Bizzio publicado en su libro \u201cChicos\u201d sin embargo el bullying resulta aquello que mortifica a los protagonistas del film, tanto de los padres que desean a toda costa impedirlo como de ella\/\u00e9l que lo sufre en carne propia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">En\u00a0 el\u00a0 cuento Cinismo de\u00a0 Sergio\u00a0 Bizzio\u00a0 se\u00a0 plantea\u00a0 una\u00a0 mirada\u00a0 dentro\u00a0 de\u00a0 la\u00a0 vida\u00a0 de\u00a0 dos j\u00f3venes\u00a0 que\u00a0 comienzan\u00a0 a\u00a0 experimentar\u00a0 con\u00a0 su\u00a0 sexualidad,\u00a0 para\u00a0 definir\u00a0 una\u00a0 identidad\u00a0 y\u00a0 una orientaci\u00f3n sexual que a\u00fan es\u00a0 inexplorada para ambos personajes protagonistas. La historia gira en\u00a0 torno\u00a0 a\u00a0 Roc\u00edo,\u00a0 una\u00a0 adolescente\u00a0 de\u00a0 12\u00a0 a\u00f1os\u00a0 que\u00a0 ha\u00a0 nacido\u00a0 con\u00a0 elementos\u00a0 de\u00a0 ambos\u00a0 \u00f3rganos sexuales,\u00a0 y\u00a0 a\u00a0 \u00c1lvaro,\u00a0 un\u00a0 joven\u00a0 de\u00a0 15\u00a0 a\u00f1os\u00a0 que,\u00a0 al\u00a0 conocer\u00a0 a\u00a0 Roc\u00edo,\u00a0 parece\u00a0 experimentar\u00a0 el descubrimiento\u00a0 de\u00a0 su\u00a0 orientaci\u00f3n\u00a0 sexual.\u00a0 Es\u00a0 una\u00a0 obra\u00a0 que,\u00a0 m\u00e1s \u00a0que\u00a0 tratar\u00a0 de\u00a0 visibilizar\u00a0 a\u00a0 las personas\u00a0\u00a0 intersexuales\u00a0\u00a0 en\u00a0\u00a0 su\u00a0\u00a0 situaci\u00f3n\u00a0\u00a0 emocional\u00a0\u00a0 y\u00a0\u00a0 social,\u00a0\u00a0 circunda\u00a0\u00a0 el\u00a0\u00a0 deseo\u00a0\u00a0 de\u00a0\u00a0 ambos adolescentes, un deseo pasional de juventud de primeras experiencias y primeros amores, as\u00ed como la relaci\u00f3n conflictiva que genera esta edad entre padres e hijos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mis colegas, Ondina y Lorena, realizan un an\u00e1lisis ejemplar del film pero observamos su compromiso como analistas que provocan una ampliaci\u00f3n del saber en funci\u00f3n de la praxis anal\u00edtica, aquella donde los conceptos que fundan al Psicoan\u00e1lisis se ponen en juego, es decir lo inconciente, la pulsi\u00f3n, la transferencia, la pulsi\u00f3n.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Volvemos pues a la importancia de tener presente esta interrelaci\u00f3n Psicoan\u00e1lisis\/Cine as\u00ed inaugurado (en lo que a m\u00ed me concierne) hace 19 a\u00f1os el ciclo que se lleva a cabo en la EOL, el primer ciclo de cine con orientaci\u00f3n lacaniana presentado en la instituci\u00f3n misma. No es el primer ciclo de cine donde a partir del disparador de un film e invitados representantes de la cultura en general conjuntamente con psicoanalistas pueden referir y debatir sobre lo visto. Lo realiz\u00f3 el Dr. Goldstein por vez primera en los a\u00f1os 60 en la Asociaci\u00f3n Psicoanal\u00edtica Argentina en un ciclo que llam\u00f3 Cinean\u00e1lisis y que a\u00fan hoy contin\u00faa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como el cap\u00edtulo del Seminario XI \u201cEl inconciente freudiano y el nuestro\u201d donde se apunta a lo Real, nuestro ciclo de cine en la EOL nunca se prest\u00f3 al debate de car\u00e1cter imaginario sino que acostumbr\u00f3 a tomar una secuencia f\u00edlmica para continuar aportando a lo simb\u00f3lico de un decir, as\u00ed como lo hizo el propio Jacques Lacan a los largo de sus Escritos y Seminarios. Utilizar las referencias del cine, como lo hizo con la Literatura y con otras ciencias aplicadas para alimentar siempre al Psicoan\u00e1lisis y para reflejar diversidades que el propio malestar de la cultura refleja no sin tener en cuenta al espectador, que en este caso se ajusta al concepto de \u201cespectador activo\u201d tal como Jacques Ranciere lo piensa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As\u00ed hemos trabajado tanto en nuestras respectivas Escuelas, como en la Red Cine Psicoan\u00e1lisis de FAPOL y as\u00ed expreso mi deseo de que pueda continuarse con esta tarea que no resulta una reuni\u00f3n de psicoanalistas que ven cine en una sala sino continuar aportando a esto que Sigmund Freud llam\u00f3 Psicoan\u00e1lisis y que Jacques Lacan, a trav\u00e9s del axioma indicial que lo inconciente se estructura a modo de lenguaje, potenci\u00f3 una y mil veces.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":5274,"menu_order":5,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[97,98,92],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"class_list":["post-6293","avada_portfolio","type-avada_portfolio","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-articulos-cine-pt-br","portfolio_category-cine-pt-br","portfolio_category-redes-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6293","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6293"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6293\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6332,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6293\/revisions\/6332"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6293"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=6293"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=6293"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=6293"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}