{"id":6422,"date":"2021-06-29T18:08:31","date_gmt":"2021-06-29T21:08:31","guid":{"rendered":"https:\/\/fapol.org\/blog\/portfolio-items\/lo-imposible-del-exilio\/"},"modified":"2024-12-16T17:14:15","modified_gmt":"2024-12-16T20:14:15","slug":"o-impossivel-do-exilio","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/blog\/portfolio-items\/o-impossivel-do-exilio\/","title":{"rendered":"O imposs\u00edvel do ex\u00edlio"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\"><strong>Quem sou eu?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A quest\u00e3o que concerne o ser tende a tocar a parte mais \u00edntima de cada um. Afirma-se que o ex\u00edlio afeta o ser, e isto \u00e9 verdade na medida em que o ex\u00edlio s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel para o ser falante. H\u00e1 ex\u00edlio ali onde h\u00e1 linguagem, que perfura o Real e designa que algo pode ou n\u00e3o estar em seu lugar, ao mesmo tempo em que designa que algo pode ou n\u00e3o ser em um lugar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ser refere-se \u00e0 <em>ek-sistence<\/em>, neologismo que Heidegger concebe para se referir ao <em>Dasein. <\/em>Ele dir\u00e1: &#8220;O <em>Dasein <\/em>existe, somente existe [&#8230;] a exist\u00eancia \u00e9 estar &#8211; fora, sair para fora&#8221;<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>. O <em>Dasein <\/em>\u00e9, seu ser implica em &#8220;sua abertura&#8221;<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a>. Para Heidegger, &#8220;O Dasein mesmo, por\u00e9m, se essencializa num &#8220;lan\u00e7amento&#8221;. Ele se essencializa no lance do Ser&#8221;<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>. Eu poderia dizer que ser \u00e9 o movimento deste lan\u00e7amento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, a etimologia do termo ex\u00edlio, de acordo com J.-L. Nancy<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a>, nos remete ao latim <em>ex <\/em>que designa um &#8220;fora de<em>&#8220;<\/em> e ao latim <em>ambulare<\/em>, que significa &#8220;andar&#8221;, &#8220;ir&#8221;. Assim, da uni\u00e3o destes termos permanece: <em>exulare, <\/em>verbo que designa a a\u00e7\u00e3o do <em>exuz, <\/em>que \u00e9, nas palavras de Nancy, &#8220;aquele que sai, aquele que parte, n\u00e3o para um lugar determinado, mas, aquele que parte definidamente&#8221;.<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a>O ex\u00edlio pode ser considerado como o movimento desse ir \u201cfora de\u201d. N\u00e3o \u00e9 apenas uma refer\u00eancia a estar fora de um territ\u00f3rio, ou seja, partir de uma localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, mas, implica o pr\u00f3prio movimento de sa\u00edda, a a\u00e7\u00e3o contida no arremesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O ex\u00edlio na l\u00edngua<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>Onde o ser est\u00e1 sendo lan\u00e7ado, exilado, se n\u00e3o na linguagem? Heidegger afirma que: &#8220;A linguagem \u00e9 a casa do ser: nela morando, o homem ec-siste&#8221;<a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a>. Mesmo quando Lacan faz a passagem da no\u00e7\u00e3o de sujeito para a de <em>parl\u00eatre<\/em>, vemos que a refer\u00eancia ao ser que se sustenta na palavra permanece. Para Miller, &#8220;antes do ser, existe a linguagem&#8221;. <a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a> O ser torna-se uma cria\u00e7\u00e3o da linguagem e aparece como uma &#8220;voca\u00e7\u00e3o de n\u00e3o ter limites&#8221;<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a>. \u00c9 precisamente por isso que, segundo Miller, o ser aparece como &#8220;evasivo, incerto quando se fala&#8221;<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[ix]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ser foge precisamente entre as palavras, entre S1 e S2. E avan\u00e7o dizendo que foge aquilo que n\u00e3o \u00e9 a significa\u00e7\u00e3o, mas sim o sentido. Trata-se de uma fuga do sentido, que \u00e9 solid\u00e1ria com a id\u00e9ia de lance, de movimento, pr\u00f3pria do ser. Assim, poderia ser concebido que o ser \u00e9 a pr\u00f3pria fuga do sentido e, consequentemente, o ser falante \u00e9 como um exilado na l\u00edngua, ali onde o sentido escapa. Marie-H\u00e9l\u00e8ne Brousse afirma com raz\u00e3o que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 ex\u00edlio da linguagem&#8221; <a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[x]<\/a>designando com este &#8220;n\u00e3o h\u00e1&#8221; a parte do imposs\u00edvel neste ex\u00edlio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ser falante n\u00e3o pode se exilar da linguagem, pois, mesmo quando se trata de um sem-sentido, o sentido insiste, como no enigma. Recorda-se que, para Lacan, o enigma \u00e9 o c\u00famulo do significado<a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[xi]<\/a>, pois, ali onde ele est\u00e1 ausente, supomos que exista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estamos todos exilados na linguagem &#8211; a maioria \u2013 trata-se de um ex\u00edlio constitutivo. Entretanto, Lacan chegar\u00e1 a considerar a via do ser como infrut\u00edfera para a cl\u00ednica, pois, ao estar inscrita no sentido, n\u00e3o \u00e9 nada al\u00e9m de puro semblante que opera no n\u00edvel do gozo como um v\u00e9u. &#8220;a f\u00f3rmula n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o sexual \u2013 Miller nos diz &#8211; implica que no n\u00edvel do real s\u00f3 h\u00e1 semblante; n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o na medida em que o semblante consiste em fazer crer que h\u00e1 algo onde n\u00e3o h\u00e1&#8221;.<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[xii]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A sa\u00edda atrav\u00e9s de outro ex\u00edlio: a<em> al\u00edngua<\/em>.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>Como operar no n\u00edvel do real, no n\u00edvel do gozo, se este <em>ex-siste<\/em> na linguagem?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui, <em>ex-siste <\/em>implica, como Lacan o concebeu, o exclu\u00eddo, o Um, aquilo que est\u00e1 fora mas sem o qual o todo n\u00e3o pode ser sustentado e que, nesse sentido, est\u00e1 intimamente ligado a ele. \u00c9 sob esta perspectiva que se pode pensar no &#8220;sujeito como exilado de si mesmo&#8221;. Isto \u00e9 importante para entender que o que ex-siste \u00e9 o resultado do encontro traum\u00e1tico do corpo com a <em>linguagem<\/em>. No Semin\u00e1rio 20, Lacan elabora outro aspecto da linguagem, a <em>al\u00edngua<\/em>, que n\u00e3o \u00e9 uma linguagem de comunica\u00e7\u00e3o, mas de gozo. Na verdade, a linguagem \u00e9 um derivado da <em>al\u00edngua<\/em>. Miller vai ao ponto de dizer que &#8220;a linguagem n\u00e3o existe em primeiro lugar&#8221; <a href=\"#_edn13\" name=\"_ednref13\">[xiii]<\/a>e que ela s\u00f3 come\u00e7a a existir a partir da <em>al\u00edngua <\/em>sobre a qual &#8220;elaboramos a estrutura da linguagem, que \u00e9 apenas &#8216;uma elucubra\u00e7\u00e3o de saber sobre a <em>al\u00edngua&#8217;<\/em>&#8220;<a href=\"#_edn14\" name=\"_ednref14\">[xiv]<\/a>. <em>A al\u00edngua <\/em>implica a afeta\u00e7\u00e3o irremedi\u00e1vel dos vivos, um ponto traum\u00e1tico do qual n\u00e3o se pode escapar e com cujos efeitos algo ter\u00e1 que ser feito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Lacan, &#8220;o que se sabe fazer com a <em>al\u00edngua<\/em> ultrapassa de muito o de que podemos dar conta a t\u00edtulo de linguagem&#8221;.<a href=\"#_edn15\" name=\"_ednref15\">[xv]<\/a> Este <em>saber fazer <\/em>com <em>a al\u00edngua <\/em>implica em poesia na medida em que a poesia tamb\u00e9m sup\u00f5e um uso de linguagem que n\u00e3o serve para a comunica\u00e7\u00e3o<a href=\"#_edn16\" name=\"_ednref16\">[xvi]<\/a>. <em>A al\u00edngua <\/em>combina palavra e gozo no n\u00edvel da linguagem. Ent\u00e3o, ela est\u00e1 situada ao lado do gozo nos equ\u00edvocos, nas falhas, no murm\u00fario da l\u00edngua. Pensar o equ\u00edvoco \u00e9 pensar em outro n\u00edvel que n\u00e3o seja o das forma\u00e7\u00f5es do inconsciente. N\u00e3o se trata mais do inconsciente como o discurso do Outro, pois, como na poesia, trata-se de um dizer sem Outro. Neste ponto, Lacan j\u00e1 se coloca na perspectiva do que mais tarde se desenvolver\u00e1 como o um-equ\u00edvoco (de <em>l\u2019une-b\u00e9vue<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A poesia pode ent\u00e3o ser uma forma de nomear um real. \u00c9 a poesia que, produzindo um &#8220;efeito de sentido real&#8221;<a href=\"#_edn17\" name=\"_ednref17\">[xvii]<\/a>, opera como o chiste, manifestando-se como o dizer no n\u00edvel do um-equ\u00edvoco (de <em>l\u2019une-b\u00e9vue<\/em>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan disse que ele n\u00e3o era<a href=\"#_edn18\" name=\"_ednref18\">[xviii]<\/a>um poeta suficiente (<em>&#8220;Je ne suis pas <\/em><em>po\u00e2te-assez&#8221;<\/em>). Eu tamb\u00e9m n\u00e3o sou, ent\u00e3o escolhi, para terminar, um poema de Heidegger que, parece-me, retoma o meu prop\u00f3sito. O poema se intitula: Linguagem<a href=\"#_edn19\" name=\"_ednref19\">[xix]<\/a> .<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Somente alguns<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">mas de acordo<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">no solit\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">do \u00fanico um,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">do mesmo:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">somente eles escutam a linguagem<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">das linguagens.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a>Heidegger, M., <em>Ser e tempo <\/em>(J. E. Rivera, Trad.). Madrid: Trotta. 2012<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a><em>Ibidem, <\/em>o termo alem\u00e3o \u00e9: <em>Erschlossenheit<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a>Heidegger, M., <em>Sobre o humanismo, <\/em>Tempo universitario, Rio de Janeiro. 1995 p. 46.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a>Nancy, J.-L., &#8220;La existencia exiliada&#8221; (J. G. L\u00f3pez, Trad.), <em>Archipi\u00e9lago: Cuadernos de Cr\u00edtica de la Cultura<\/em>, N\u00ba 26-27, Barcelona, 1996.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a><em>Op. cit.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a>Heidegger, M., <em>Sobre o humanismo, <\/em>Tempo universitario, Rio de Janeiro. 1995 p. 55<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a>Miller, J.-A., <em>El ser y el uno <\/em>(Vers\u00e3o eletr\u00f4nica), sess\u00e3o de 15\/06\/11<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a><em>Ibid.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[ix]<\/a><em>Idem<\/em>. Sess\u00e3o de 23\/03\/11<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[x]<\/a>Cf. Brousse M.-H., &#8220;L&#8217;exil et la guerre&#8221;, <em>Exils<\/em>, regards psychanalytiques, 2019, p.93.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[xi]<\/a>Lacan, J., &#8220;Introducci\u00f3n a la edici\u00f3n alemana de un primer volumen de los Escritos\u201d, <em>Otros escritos<\/em>, Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2002. p. 579.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[xii]<\/a>Miller, J.-A., <em>De la naturaleza de los semblantes, <\/em>Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2002,<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref13\" name=\"_edn13\">[xiii]<\/a>Miller, J.-A., <em>Todo el mundo es loco, <\/em>Paid\u00f3s, Buenos Aires, 2015, p. 211.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref14\" name=\"_edn14\">[xiv]<\/a><em>Ibid<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref15\" name=\"_edn15\">[xv]<\/a>Lacan, J., <em>Mais, ainda, O Semin\u00e1rio livro XX, <\/em>Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 1996. p. 190.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref16\" name=\"_edn16\">[xvi]<\/a>Fajnwaks, F. <em>La urgencia de la palabra, hoy<\/em>, Seminario del Campo Freudiano de Valencia, 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref17\" name=\"_edn17\">[xvii]<\/a>Laurent, E., <em>El nombre y la causa<\/em>, Libro digital, IIPsi &#8211; C\u00f3rdoba, 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref18\" name=\"_edn18\">[xviii]<\/a>Lacan, J. &#8220;Un nuevo significante&#8221; (A. Bande &#8211; F. Laure, Trad.), Publicado em <em>Colophon<\/em>. pp. 36.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ednref19\" name=\"_edn19\">[xix]<\/a>Heidegger, M., <em>Pensamientos po\u00e9ticos, <\/em>Herder, M\u00e9xico, 2010. <em>\u00a0<\/em><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pablo Llanque Nieto <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6451,"menu_order":68,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"class_list":["post-6422","avada_portfolio","type-avada_portfolio","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6422","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6422"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6422\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6453,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6422\/revisions\/6453"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6451"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6422"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=6422"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=6422"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=6422"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}