{"id":6540,"date":"2020-09-03T09:45:13","date_gmt":"2020-09-03T12:45:13","guid":{"rendered":"https:\/\/fapol.org\/blog\/portfolio-items\/solucoes-ao-odio\/"},"modified":"2020-09-03T09:45:13","modified_gmt":"2020-09-03T12:45:13","slug":"solucoes-ao-odio","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/blog\/portfolio-items\/solucoes-ao-odio\/","title":{"rendered":"Solu\u00e7\u00f5es ao \u00f3dio?"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\">Por <strong>Blanca Musachi<\/strong> e <strong>Eliane Costa Dias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBT (l\u00e9sbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) no Brasil \u00e9 um fen\u00f4meno social complexo e preocupante. Embora hist\u00f3rias de agress\u00f5es e mortes motivadas pelo \u00f3dio \u00e0s pessoas que subvertem as regras heteronormativas fa\u00e7am parte de nosso cotidiano, a precariedade das notifica\u00e7\u00f5es oficiais corrobora a invisibilidade desses corpos que \u201cpouco importam\u201d[4] para o sistema. Na pr\u00e1tica, esses sujeitos, mesmo depois de mortos, t\u00eam os seus nomes apagados, suas orienta\u00e7\u00f5es sexuais veladas e suas identidades de g\u00eanero distorcidas pela m\u00eddia e pelos \u00f3rg\u00e3os governamentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo uma pesquisa mundial da ONG\u00a0<i>Transgender Europe[5]<\/i>, o Brasil \u00e9 a na\u00e7\u00e3o que mais mata travestis e transexuais, com 125 mortes contabilizadas entre janeiro e setembro de 2018. Um relat\u00f3rio produzido em 2015 pelo Grupo Gay da Bahia[6] revelou que o risco de uma pessoa\u00a0<i>trans<\/i>\u00a0ser assassinada e\u0301 14 vezes maior quando comparado com o de um homem cis gay. Al\u00e9m disso, esses sujeitos t\u00eam 9 vezes mais chances de serem mortos com requintes de crueldade. Tais dados n\u00e3o incluem outras formas de viol\u00eancia como exclus\u00f5es do meio familiar, falta de acessibilidade a servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e justi\u00e7a e ass\u00e9dio moral nos mais diversos contextos p\u00fablicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A den\u00fancia dessas mortes se torna ainda mais obscena quando colocada em paralelo com pesquisa realizada pelo site pornogr\u00e1fico\u00a0<i>Redtube<\/i>[7], que aponta o Brasil como o pa\u00eds que mais busca v\u00eddeos envolvendo pessoas\u00a0<i>trans<\/i>. Desenha-se, assim, um cen\u00e1rio marcado por uma c\u00ednica conex\u00e3o: a mesma sociedade que comete e justifica crimes contra corpos que desafiam os semblantes que tentam regular o imposs\u00edvel do campo sexual, se satisfaz com suas imagens desnudas presentes no campo virtual. Um gozo esc\u00f3pico \u00e0 deriva \u2013 do espectador que passivamente observa o espancamento de um\u00a0<i>trans\u00a0<\/i>em espa\u00e7o p\u00fablico ao internauta que desfruta, sozinho, da pornografia ofertada pelo mercado do sexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que leituras para essa violenta forma de segrega\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito de biopol\u00edtica, elaborado por Foucault na d\u00e9cada de 70, identifica na modernidade uma forma de poder que, para al\u00e9m de disciplinar as condutas individuais, tem no gerenciamento dos corpos e do sexo a via para regular a produ\u00e7\u00e3o tanto da individualidade como da coletividade.[8] N\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o entre o poder de gerenciar o incremento da vida e o poder de dizimar popula\u00e7\u00f5es em nome de melhores condi\u00e7\u00f5es vitais. Como alerta Mbembe, na atualidade, a biopol\u00edtica foucaultiana assume o formato de uma \u201cnecropol\u00edtica\u201d.[9]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando a realidade brasileira, cumpre ressaltar que o avan\u00e7o de discursos pol\u00edticos e religiosos conservadores tem contribu\u00eddo para fomentar e, ao mesmo tempo, \u2018invisibilizar\u2019 essas formas de viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa abordagem psicanal\u00edtica, desde Freud, o \u00f3dio encontra-se no \u00e2mago da constitui\u00e7\u00e3o subjetiva, atrelado \u00e0 expuls\u00e3o primordial pelo sujeito daquilo que lhe resulta insuport\u00e1vel em si mesmo e que, doravante, passa a ser localizado no Outro, com horror.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 luz do \u00faltimo ensino de Lacan, essa paix\u00e3o primordial do ser pode ser pensada a partir das rela\u00e7\u00f5es com o gozo. Se o\u00a0<i>troumatisme\u00a0<\/i>do encontro entre o vivo e a linguagem inscreve na carne um estremecimento que n\u00e3o cessa de n\u00e3o se inscrever, odeia-se no outro o gozo que, por estrutura, \u00e9 imposs\u00edvel de qualquer saber. H\u00e1, portanto, na raiz da segrega\u00e7\u00e3o, um \u00f3dio ao que \u00e9 mais \u00edntimo ao sujeito, posto que lhe \u00e9 \u00eaxtimo \u2013 o gozo do Um. Como nos diz Lacan[10], o\u00a0<i>kakon<\/i>\u00a0(o \u00f3dio ao \u201cinimigo interior\u201d) se infiltra no la\u00e7o social, permeando as produ\u00e7\u00f5es da cultura, as rela\u00e7\u00f5es com o poder e o confronto com as diferen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa \u00e9poca de \u201cevapora\u00e7\u00e3o do pai\u201d[11], de disrup\u00e7\u00e3o das refer\u00eancias f\u00e1licas, os sujeitos encontram-se ainda mais desaparelhados frente ao desafio de forjar solu\u00e7\u00f5es para a radical alteridade do gozo que lhes habita o corpo. Na aus\u00eancia de um significante mestre, S1 suporte das identifica\u00e7\u00f5es, resta a identifica\u00e7\u00e3o pelo modo de gozo. As comunidades de gozo, \u201cfraternidades de corpos\u201d, oferecem refer\u00eancias e alguma nomea\u00e7\u00e3o (gays, anor\u00e9xicos, veganos&#8230;) mas conduzem, inexoravelmente, a um acirramento dos muros. Por essa vertente, o \u00f3dio pode, inclusive, gerar la\u00e7o social ao sustentar v\u00ednculos grupais fundados no recha\u00e7o ao Outro. No texto \u201cCl\u00ednica do \u00f3dio e a viol\u00eancia\u201d, Bassols[12] apresenta uma interessante elabora\u00e7\u00e3o sobre o \u00f3dio como v\u00ednculo e como ruptura, que nos serve para avan\u00e7ar. O autor ressalta que \u201cem uma l\u00f3gica do significante mestre que governa a diferen\u00e7a e a segrega\u00e7\u00e3o em jogo\u201d, temos grupos e forma\u00e7\u00f5es sociais constitu\u00eddas por identifica\u00e7\u00e3o a um tra\u00e7o significante positivo ou negativo. \u201cO \u00f3dio e a segrega\u00e7\u00e3o, em muitas ocasi\u00f5es, refor\u00e7am as identifica\u00e7\u00f5es em vez de disolv\u00ea-las\u201d (p.24). Ter\u00edamos, assim, uma vertente do \u00f3dio fazendo v\u00ednculo, la\u00e7o social. O primeiro movimento de toda identifica\u00e7\u00e3o, da aliena\u00e7\u00e3o significante, vela algo da dimens\u00e3o de um gozo do sujeito em jogo, que implica o objeto. \u201cO \u00f3dio, ent\u00e3o, \u00e9 tamb\u00e9m um la\u00e7o com o objeto. \u00c9 necess\u00e1rio precisar qual\u201d (p.26). Essa perspectiva introduzida por Bassols permite situar melhor o chamado \u201c\u00f3dio social\u201d e os \u201cgrupos de \u00f3dio\u201d que apresentam v\u00ednculos fundados no recha\u00e7o ao Outro, onde o \u00f3dio pode funcionar como um significante do la\u00e7o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto de imp\u00e9rio das imagens e de discursos totalizantes e totalit\u00e1rios, os corpos\u00a0<i>trans<\/i>, ao encarnarem um \u201csuplemento real que constitui uma obje\u00e7\u00e3o \u00e0 inteireza do imagin\u00e1rio\u201d[13], desvelam o insuport\u00e1vel da inexist\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o sexual e o car\u00e1ter de semblante de qualquer tentativa de normatiza\u00e7\u00e3o do sexual. Mais que isso, nos confrontam com a ang\u00fastia de algu\u00e9m que se torna outro em si mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em tempos em que a biopol\u00edtica, as tecnoci\u00eancias e o capital categorizam as vidas que t\u00eam valor, a \u201cindigna\u00e7\u00e3o\u201d desses corpos abre espa\u00e7o para atos de abuso, tortura e morte. Assistimos \u00e0 renova\u00e7\u00e3o de um \u00f3dio violentamente sexista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Que solu\u00e7\u00f5es para o \u00f3dio?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBT \u00e9 da ordem da passagem ao ato, uma sa\u00edda pela via da ruptura, fora da media\u00e7\u00e3o significante. A solidariedade das identifica\u00e7\u00f5es nos \u201cgrupos de gozo\u201d constitui uma via imagin\u00e1ria de aparelhamento do \u00f3dio, mas n\u00e3o d\u00e1 conta do irredut\u00edvel da puls\u00e3o de morte. Por outro lado, a recente aprova\u00e7\u00e3o pelo STF da lei que criminaliza a discrimina\u00e7\u00e3o por g\u00eanero diz de uma tentativa de tratamento ao \u00f3dio pelo simb\u00f3lico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como nos dizia Laurent em recente entrevista no contexto do IX ENAPOL (2019), a experi\u00eancia anal\u00edtica \u00e9 o lugar poss\u00edvel de um tratamento diferente do \u00f3dio irredut\u00edvel em todo ser falante, porque \u00e9 uma experi\u00eancia orientada pelo real do gozo, \u00e9 poss\u00edvel de ser tratado, deslocado, sublimado, para que o sujeito possa finalmente se odiar menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Frente ao \u00f3dio \u00e0 diferen\u00e7a cabe \u00e0 psican\u00e1lise reafirmar e sustentar uma pol\u00edtica do amor ao sintoma. Uma cl\u00ednica da singularidade que pode colher o que o transg\u00eanero ensina sobre as solu\u00e7\u00f5es do\u00a0<i>parl\u00eatre.\u00a0<\/i>Uma \u00e9tica do bem-dizer o desejo e do saber-fazer-a\u00ed com o gozo como contraponto \u00e0 ferocidade segregativa, pois como diria Mill\u00f4r Fernandes[14],<i>\u201cse voc\u00ea ainda mant\u00e9m a inten\u00e7\u00e3o moral-visual de s\u00f3 encarar homens de bem, segue este meu conselho: sai da rua, vai pra casa, tranca a porta e quebra o espelho\u201d.<\/i><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">NOTAS<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">Trabalho desenvolvido a partir das discuss\u00f5es no\u00a0<i>Observat\u00f3rio de G\u00eanero, Biopol\u00edtica e Transexualidade<\/i>, com a colabora\u00e7\u00e3o de Alexandre Costa Val, Niraldo Oliveira, Oscar Reymundo e Val\u00e9ria Ravier. Publicado na revista\u00a0<i>La Libertad de Pluma, n\u00b0 09, junio\/2019,\u00a0<\/i>dispon\u00edvel in:\u00a0<a href=\"http:\/\/lalibertaddepluma.org\/blanca-musachi-y-eliane-costa-dias\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/lalibertaddepluma.org\/blanca-musachi-y-eliane-costa-dias\/<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Blanca Musachi, Membro da EBP-AMP, psicanalista em S\u00e3o Paulo. Coordenadora pela EBP do Observat\u00f3rio de g\u00eanero, biopol\u00edtica e transexualidade da FAPOL, periodo 2017-2019.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Eliane Costa Dias, Membro da EBP-AMP, psicanalista em S\u00e3o Paulo. Coordenadora pela EBP do Observat\u00f3rio de g\u00eanero, biopol\u00edtica e transexualidade da FAPOL.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Butler, Judith. Cuerpos que importan: sobre los limites materiales y discursivos del \u201csexo\u201d. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2015.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/transrespect.org\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/TvT_TMM_TDoR2018_SimpleTable_EN.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/transrespect.org\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/TvT_TMM_TDoR2018_SimpleTable_EN.pdf<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Editoria GGB. Assassinato de LGBT no Brasil: Relat\u00f3rio de 2015. Bahia: Salvador, jan\/2016.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><a href=\"https:\/\/www.pornhub.com\/insights\/redtube-brazil\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.pornhub.com\/insights\/redtube-brazil<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Foucault, M.\u00a0<i>Hist\u00f3ria da sexualidade, vol. 1<\/i>. Rio de Janeiro: Graal, 1984.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Mbembe, A. Necropol\u00edtica.\u00a0<i>Arte e Ensaios, n. 32, 2017<\/i>.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lacan, J. A agressividade em psican\u00e1lise.\u00a0<i>Escritos.\u00a0<\/i>Rio de Janeiro: 1998.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lacan, J. Nota sobre o Pai.\u00a0<i>Op\u00e7\u00e3o lacaniana, n\u00b0 71, nov\/2015.<\/i><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Bassols, M. : \u201cCl\u00ednica do \u00f3dio e a viol\u00eancia\u201d in Curinga 38, Destinos do trauma; EBPMG; 2014.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Barros, Romildo do R\u00eago.\u00a0<i>\u00d3dio, semblante e ser<\/i>. Dispon\u00edvel: https:\/\/ix.enapol.org\/boletim-oci-4\/<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Fernandes, M. Cr\u00f4nica \u201cSem margem a d\u00favidas\u201d. In: Cr\u00f4nicas de Mill\u00f4r Fernandes. Dispon\u00edvel:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.pensador.com\/frase\/NjYzOTY4\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/www.pensador.com\/frase\/NjYzOTY4\/<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Blanca Musachi &#038; Eliane Costa Dias<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4948,"menu_order":137,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[112,101,102],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"class_list":["post-6540","avada_portfolio","type-avada_portfolio","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-articulos-genero-pt-br","portfolio_category-genero-pt-br","portfolio_category-observatorios-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6540","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6540"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6540\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4948"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6540"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=6540"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=6540"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=6540"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}