{"id":6541,"date":"2020-09-03T09:24:44","date_gmt":"2020-09-03T12:24:44","guid":{"rendered":"https:\/\/fapol.org\/blog\/portfolio-items\/escolhas-invencoes-trans-formacoes-solucoes-para-o-real-do-sexo\/"},"modified":"2020-09-03T09:24:44","modified_gmt":"2020-09-03T12:24:44","slug":"escolhas-invencoes-trans-formacoes-solucoes-para-o-real-do-sexo","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/blog\/portfolio-items\/escolhas-invencoes-trans-formacoes-solucoes-para-o-real-do-sexo\/","title":{"rendered":"Escolhas, inven\u00e7\u00f5es, trans-forma\u00e7\u00f5es: solu\u00e7\u00f5es para o real do sexo"},"content":{"rendered":"<p><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"autor\" style=\"text-align: justify;\">Por <strong>Blanca Musachi<\/strong> e <strong>Niraldo de Oliveira Santos<\/strong><\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A queda do falocentrismo diz menos sobre o falo do que sobre o lugar central. Lacan soube ler que o v\u00e9u se deslocou e que um real se manifestou, n\u00e3o sem ang\u00fastias, mostrando-nos que a cren\u00e7a quanto a um lugar central (do qual a no\u00e7\u00e3o de falocentrismo se vale) escamoteava um vazio, um furo, servindo-se do falo que, como sabemos, \u00e9 um semblante. A pluraliza\u00e7\u00e3o do Nome-do-Pai \u00e9 um operador que vem dar conta dos efeitos que a queda dessa cren\u00e7a tem produzido na civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o se trata de dizer que as categorias neurose\/psicose\/pervers\u00e3o tenham ca\u00eddo, mas, certamente, perderam o lugar de refer\u00eancia uma vez que tomamos o rumo do \u2018al\u00e9m do \u00c9dipo\u2019. O que interessa hoje \u00e9 o que, com Ansermet[4], podemos chamar de uma cl\u00ednica das inven\u00e7\u00f5es, das solu\u00e7\u00f5es para o real do sexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assistimos a uma \u00e9poca do empuxo ao\u00a0<i>trans<\/i>? Ou\u00a0<i>trans<\/i>\u00a0\u00e9 um dos nomes que circulam no outro social para satisfazer uma demanda de identifica\u00e7\u00e3o? Esse termo,\u00a0<i>trans-<\/i>,pode servir a alguns sujeitos para nomear algo do seu gozo?<\/p>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-2 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-1 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-title title fusion-title-1 sep-underline sep-solid fusion-title-text fusion-title-size-five\"><h5 class=\"fusion-title-heading title-heading-left\" style=\"margin:0;\">Empuxo \u00e0 transexualidade ou fun\u00e7\u00e3o de nomea\u00e7\u00e3o?<\/h5><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\"><p style=\"text-align: justify;\">Quais solu\u00e7\u00f5es um sujeito pode construir para circunscrever o gozo, j\u00e1 que a fantasia n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico organizador? A pol\u00edtica das identidades de g\u00eanero, as passagens ao ato,\u00a0<i>acting-out<\/i>, modos de gozo sem v\u00e9us, etc., podem ser tentativas de solu\u00e7\u00f5es e, sobretudo, testemunhos da supremacia atual do gozo. Assim, alguns casos de transexualidade podem ser tentativas de localizar o gozo no corpo, uma nomea\u00e7\u00e3o que visa a inscrev\u00ea-lo. Nesse contexto, podem apontar para uma dire\u00e7\u00e3o diferente dos casos de empuxo-\u00e0-mulher, bastante presentes no campo das psicoses, onde a foraclus\u00e3o do Nome \u2013do-Pai e do falo t\u00eam como efeito fazer existir A Mulher, como encarna\u00e7\u00e3o de um gozo sem limites, n\u00e3o barrado pela castra\u00e7\u00e3o. Aponta-se, com isso, para a import\u00e2ncia de uma cl\u00ednica diferencial da transexualidade. Distinguir, no \u00e2mbito da vida sexual, solu\u00e7\u00f5es sintom\u00e1ticas que se apresentam como arranjos a partir da ruptura f\u00e1lica, e aquelas que se revelam como \u201cdesordem na jun\u00e7\u00e3o mais \u00edntima do sentimento de vida do sujeito[5]\u201d.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-3 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-2 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-title title fusion-title-2 sep-underline sep-solid fusion-title-text fusion-title-size-five\"><h5 class=\"fusion-title-heading title-heading-left\" style=\"margin:0;\"><p>Uma silhueta de mulher [6]<\/h5><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-3\"><p style=\"text-align: justify;\">Um corpo esguio num vestido longo exp\u00f5e a silhueta de mulher. Um rosto delicado se mostra parcialmente atrav\u00e9s de uma m\u00e1scara que s\u00f3 deixa ao olhar do outro o enigma do rosto de uma mulher. O sil\u00eancio se mistura com a sensa\u00e7\u00e3o prazerosa que essa silhueta desperta, at\u00e9 o momento em que um homem se aproxima para lhe dar um beijo. Eis ent\u00e3o a resposta negativa, numa voz grave, que deixa claro que ali n\u00e3o h\u00e1 uma mulher, afastando o pretendente. Havia perdido 40kg para poder ter cintura e se adequar ao traje de Pok\u00e9mon, corpo de menina exibido via\u00a0<i>cosplay<\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o sei qual \u00e9 minha posi\u00e7\u00e3o&#8221;, diz L, um rapaz prisioneiro do corpo que n\u00e3o reconhece como seu. Ter pelos e p\u00eanis \u00e9 algo que o perturba. Demanda cirurgia para ser uma mulher, ter curvas femininas. N\u00e3o solicita uma vagina no lugar do p\u00eanis: almeja apenas n\u00e3o possuir o \u00f3rg\u00e3o masculino. \u00c9 com essa quest\u00e3o que inicia sua an\u00e1lise, pois vivia atormentando sua m\u00e3e para que ela lhe desse uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apresentou, antes da an\u00e1lise, epis\u00f3dios graves de viol\u00eancia dirigidas a um professor e ao pai. Em ambos os casos, o disparador foi uma negativa. No epis\u00f3dio com o pai, ele s\u00f3 parou quando acertou o rosto da m\u00e3e, quebrando o nariz dela quando tentava separ\u00e1-lo do pai. A pol\u00edcia foi chamada e terminou internado e medicado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s seu primeiro\u00a0<i>cosplay<\/i>, volta a engordar e suas curvas desaparecem, seu corpo perde a voluptuosidade. O que aconteceu naquela cena? Faz crer que possuir um corpo feminino havia despertado n\u00e3o somente o olhar de um homem, mas o desejo dele. Quando \u00e9 convocado ao encontro sexual, a montagem n\u00e3o se sustenta. Surge a ang\u00fastia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixa de atormentar a m\u00e3e quanto \u00e0 demanda de cirurgia \u00e0 medida que fala disso em an\u00e1lise. Insiste, ainda, na tentativa de viabilizar a cirurgia, mas passa a questionar de que maneira vai lidar com isso diante do pai, do av\u00f4 e de Deus. A independ\u00eancia \u00e9 colocada como algo a ser conquistada antes de qualquer decis\u00e3o e isso o apazigua, pois remete o que quer para um tempo futuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diante da insist\u00eancia para ter um corpo de mulher, L constr\u00f3i uma personagem feminina nos jogos digitais: \u201cAqui eu posso ser a mulher que eu quiser\u201d. Sua personagem \u00e9 poderosa, uma \u201cMestra\u201d que faz dos homens seus escravos: \u201cA escolha \u00e9 deles, se querem ser masoquistas; n\u00e3o sou eu quem pe\u00e7o\u201d. Ele tem jogado cada vez mais\u00a0<i>online<\/i>, deixando o outro acreditar que por tr\u00e1s da personagem tem uma mulher.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o suporta ficar num grupo, acha que sempre est\u00e3o falando mal dele. Ent\u00e3o, faz aulas de Kumon para aprender japon\u00eas, e diz que, por serem aulas individuais, ele consegue aprender melhor. Voltou a pegar transporte sozinho e relata estar mais suport\u00e1vel conviver com os homens.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-4 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-3 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-title title fusion-title-3 sep-underline sep-solid fusion-title-text fusion-title-size-five\"><h5 class=\"fusion-title-heading title-heading-left\" style=\"margin:0;\">A inven\u00e7\u00e3o de L: tentativa de se fazer um corpo?<\/h5><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-4\"><p style=\"text-align: justify;\">L procura, de in\u00edcio, estabilizar sua imagem por meio do\u00a0<i>cosplay<\/i>\u00a0na tentativa de se fazer id\u00eantico a um personagem. N\u00e3o tendo conseguido unificar sua imagem corporal, situa-se como reflexo de uma imagem que vem de fora. A solu\u00e7\u00e3o falha quando entra um outro (o homem que o aborda) e a imagem emprestada mostra-se insuficiente perante a inconsist\u00eancia do simb\u00f3lico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de uma impossibilidade de localizar o gozo por meio do falo, resultando num gozo disperso e sem limites. L parece ter encontrado uma via poss\u00edvel para o gozo no mundo virtual, onde cria para si a imagem de um corpo feminino que mant\u00e9m a exterioridade. Tem-lhe sido poss\u00edvel tamb\u00e9m que, nesse universo, a aproxima\u00e7\u00e3o do outro n\u00e3o lhe resulte invasiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo, o \u201cosso\u201d do caso \u00e9 a quest\u00e3o de se fazer um corpo. O que acontece com o imagin\u00e1rio? Qual solu\u00e7\u00e3o ensaia o sujeito com o recurso da personagem nos jogos digitais? Perguntamo-nos se ele consegue dar um valor de semblante a esse recurso, ainda que isso lhe pare\u00e7a fr\u00e1gil. O importante \u00e9 que est\u00e1 h\u00e1 mais de 5 anos em an\u00e1lise, e que cessou a demanda imperiosa de cirurgia com a qual chegara. Outra perspectiva importante \u00e9 o interesse de L pela l\u00edngua japonesa, pela sua singular escrita. Ainda precisaremos verificar se esse recurso servir\u00e1 para inventar alguma solu\u00e7\u00e3o, por prec\u00e1ria que seja, para o real do sexo que o atormenta.<\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-5 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-4 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-title title fusion-title-4 sep-underline sep-solid fusion-title-text fusion-title-size-five\"><h5 class=\"fusion-title-heading title-heading-left\" style=\"margin:0;\">O sintoma trans na contemporaneidade<\/h5><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-5\"><p style=\"text-align: justify;\">Preferimos falar de \u201csintoma-trans\u201d e n\u00e3o de \u201cempuxo ao trans\u201d, no contexto da pluraliza\u00e7\u00e3o do Nome-do-Pai e da preval\u00eancia do gozo do UM, evidenciando-se na pretendida \u201cautogest\u00e3o\u201d do sexo, uma tentativa de autonomina\u00e7\u00e3o do Um-sozinho, onde o ser sexuado se autorizaria apenas de si-mesmo, prescindindo do Outro, sem dele se servir. Lembremos que Lacan, na li\u00e7\u00e3o de 09.04.1974 do Semin\u00e1rio Os n\u00e3o tolos erram, ensina que \u201co ser sexuado n\u00e3o se autoriza sen\u00e3o de si-mesmo&#8230;e de alguns outros\u201d. Mas tamb\u00e9m temos que considerar a aspira\u00e7\u00e3o ao Um da identidade veiculada pelo discurso do Mestre atual, por meio das pol\u00edticas de identidade bastante presentes em tentativas de organiza\u00e7\u00e3o do la\u00e7o social contempor\u00e2neo, opera um verdadeiro empuxo ao Um da identidade, deixando com frequ\u00eancia a sexua\u00e7\u00e3o em suspenso, quando se trata das identidades de g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Torna-se portanto decisivo verificar, nos \u201ccasos trans\u201d, como cada um se localiza em rela\u00e7\u00e3o ao gozo opaco, tendo em vista uma \u201ccl\u00ednica diferencial do trans\u201d mais al\u00e9m da pol\u00edtica das identidades, na pol\u00edtica do sintoma.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">NOTAS<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">Trabalho desenvolvido como produto de elabora\u00e7\u00e3o coletiva dos integrantes do Observat\u00f3rio de G\u00eanero, Biopol\u00edtica e Transexualidade da FAPOL e apresentado durante o XXII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano &#8211;\u00a0<i>A queda do falocentrismo<\/i>, em nov\/2018.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Membro da EBP\/AMP. Coordenadora do Observat\u00f3rio.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Membro da EBP\/AMP; integrante do Observat\u00f3rio.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Ansermet, F. \u201cEleger o pr\u00f3prio sexo: usos contempor\u00e2neos da diferen\u00e7a sexual\u201d. Op\u00e7\u00e3o Lacaniana online. Ano IX, julho de 2018. N\u00famero 25\/26. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/texto7.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.opcaolacaniana.com.br\/texto7.html<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">LACAN, J. (1957-1958). \u201cDe uma quest\u00e3o preliminar a todo tratamento poss\u00edvel da psicose\u201d. Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. p. 565.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Caso atendido por Maria de F\u00e1tima S. Luzia, participante do Observat\u00f3rio.<\/li>\n<\/ol>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Blanca Musachi &#038; Niraldo de Oliveira Santos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4949,"menu_order":138,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[112,101,102],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"class_list":["post-6541","avada_portfolio","type-avada_portfolio","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-articulos-genero-pt-br","portfolio_category-genero-pt-br","portfolio_category-observatorios-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6541","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6541"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6541\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4949"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6541"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=6541"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=6541"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=6541"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}