{"id":6542,"date":"2020-09-03T09:18:42","date_gmt":"2020-09-03T12:18:42","guid":{"rendered":"https:\/\/fapol.org\/blog\/portfolio-items\/ser-sexuado-no-seculo-xxi-o-que-ha-de-novo\/"},"modified":"2020-09-03T09:18:42","modified_gmt":"2020-09-03T12:18:42","slug":"ser-sexuado-no-seculo-xxi-o-que-ha-de-novo","status":"publish","type":"avada_portfolio","link":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/blog\/portfolio-items\/ser-sexuado-no-seculo-xxi-o-que-ha-de-novo\/","title":{"rendered":"Ser sexuado no s\u00e9culo XXI: O que h\u00e1 de novo?"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p>Por <strong>Blanca Musachi<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, Sigmund Freud p\u00f4s a investiga\u00e7\u00e3o psicanal\u00edtica a servi\u00e7o de uma defini\u00e7\u00e3o ampliada da sexualidade humana, considerando a import\u00e2ncia do gozo sexual independente da reprodu\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 poss\u00edvel constatar nos estudos das pervers\u00f5es e da sexualidade infantil. O que h\u00e1 de novo, com Freud, \u00e9 que na sexualidade humana n\u00e3o se trata de instinto, como no reino animal, mas de uma puls\u00e3o sexual. O objeto \u00e9 indiferente, pois pode ser qualquer um em torno do qual a puls\u00e3o realiza o percurso para sua satisfa\u00e7\u00e3o. Freud tamb\u00e9m causou esc\u00e2ndalo em sua \u00e9poca ao afirmar a inexist\u00eancia do feminino e do masculino em estado puro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No texto \u201cTr\u00eas ensaios sobre a teoria da sexualidade[1]\u201d, de 1905, Freud estabelece o est\u00e1dio f\u00e1lico da organiza\u00e7\u00e3o sexual e abre um novo rumo para suas elabora\u00e7\u00f5es sobre a sexualidade. A ideia de uma teoria sexual completa \u00e9 abandonada e a quest\u00e3o sobre a sexualidade feminina \u00e9 suficientemente importante para ocupar-lhe desde outra perspectiva: a da diferen\u00e7a entre os sexos, prevalecendo a dissimetria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma nota de rodap\u00e9, acrescentada aos \u201cTr\u00eas ensaios\u201d em 1910, Freud observa a diferen\u00e7a entre a vida sexual no mundo antigo e a de sua \u00e9poca, para destacar que os antigos celebravam a puls\u00e3o que a atualidade menosprezava, enfatizando o valor do objeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Freud estava falando no marco da sociedade burguesa, da moral sexual civilizada que deitava em seu div\u00e3, para devolver, especialmente \u00e0s mulheres, o poder da palavra para bem-dizer o sexo. Mas hoje, no marco do capitalismo das nossas sociedades ocidentais, em que termos podemos falar da diferen\u00e7a entre a vida sexual na \u00e9poca de Freud e na nossa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para contextualizar uma serie de considera\u00e7\u00f5es sobre o que h\u00e1 de novo no ser sexuado no s\u00e9culo XXI, \u00e9 preciso situar que, para Freud e sua teoria faloc\u00eantrica, era a estrutura simb\u00f3lica do Complexo do \u00c9dipo, comandada pelo Nome do Pai, que organizava o mundo simb\u00f3lico de um sujeito, tendo como ponto central o significante do falo para ordenar a sexua\u00e7\u00e3o do lado masculino e do lado feminino, segundo o par falo-castra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Lacan retoma, em seu primeiro ensino, esse marco do Complexo do \u00c9dipo nos termos da met\u00e1fora paterna e da significa\u00e7\u00e3o do falo, direcionando-se ao que levar\u00e1, em seu \u00faltimo ensino, a um mais al\u00e9m da l\u00f3gica f\u00e1lica, da l\u00f3gica do \u00c9dipo, para reordenar o campo do gozo mais al\u00e9m do falocentrismo. Isso foi poss\u00edvel a partir da designa\u00e7\u00e3o freudiana de que o feminino \u00e9 um \u201ccontinente negro\u201d, que Lacan retoma em termos de gozo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A novidade que introduz Lacan \u00e9 o N\u00e3o-todo do gozo feminino, que importa a homens e mulheres, porque o que est\u00e1 em jogo \u00e9 o feminino como alteridade irredut\u00edvel \u00e0 l\u00f3gica significante dos g\u00eaneros e das identidades sexuais. O que interessa \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o de gozo do falasser e o feminino que habita em cada um, que escapa ao gozo f\u00e1lico e a sua l\u00f3gica bin\u00e1ria[2].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Laurent[3] comentava recentemente, no contexto de umas jornadas sobre pol\u00edtica das identifica\u00e7\u00f5es, que em Freud n\u00e3o era um problema a quest\u00e3o do ser homem, ser mulher, mas que a quest\u00e3o que o preocupava era o limite com o qual se encontrava nas an\u00e1lises, o rochedo da castra\u00e7\u00e3o tanto do lado dos homens quanto das mulheres, que finalmente tinha a ver com a recusa do feminino para ambos, e que a leitura desde a estrutura do Complexo do \u00c9dipo, com o falo como central, n\u00e3o permitia superar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do ensino de Lacan, mais al\u00e9m do falocentrismo, o ser sexuado poder\u00e1 ser lido em termos de sexua\u00e7\u00e3o, mais al\u00e9m do \u00c9dipo. Trata-se de um novo paradigma para ler a cl\u00ednica, onde o feminino obriga a considerar que n\u00e3o temos mais um universo circular, onde os corpos gravitam apenas em torno a um \u00fanico centro, que \u00e9 o falo simb\u00f3lico. \u00c9 por isso que Lacan vai se servir da figura da elipse, que tem dois focos, que s\u00e3o o falo como centro e o gozo do Outro, tamb\u00e9m chamado de Outro ponto cego, que n\u00e3o seria o gozo f\u00e1lico, mas um gozo Outro. Ent\u00e3o, ler o ser sexuado em termos de sexua\u00e7\u00e3o implica uma leitura em termos de posi\u00e7\u00e3o de gozo do sujeito, n\u00e3o mais em termos de identifica\u00e7\u00f5es, mas de escolha do sujeito como resposta ao gozo pulsional[4].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir dessas considera\u00e7\u00f5es podemos avan\u00e7ar para destacar, em particular, outras formula\u00e7\u00f5es introduzidas desde o \u00faltimo ensino de Lacan: 1) \u201cO ser sexuado se autoriza de si mesmo mas n\u00e3o sem outros[5]\u201d; 2) \u201cO sexo \u00e9 um dizer[6]\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No momento atual da civiliza\u00e7\u00e3o, onde o desejo do Outro n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o presente, como diz Miller[7], coloca-se em evid\u00eancia o axioma do gozo do Um, que Lacan apresenta em seu \u00faltimo ensino, com a fun\u00e7\u00e3o preeminente do objeto\u00a0<i>a<\/i>, definido como objeto (a)sexuado, um objeto sem Outro, fundado no Um do gozo &#8211; diferente do axioma do desejo como desejo do Outro. Podemos pensar que a pol\u00edtica das identidades de g\u00eanero da nossa \u00e9poca, \u00e9 uma das demandas de direito ao gozo. Por\u00e9m, como observa Laurent, o gozo para a psican\u00e1lise \u00e9 da ordem do imperativo; ent\u00e3o, vemos como o direito ao gozo se torna exig\u00eancia de reconhecimento da primazia do gozo e, em especial, de m\u00faltiplos modos de gozo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O excelente texto de M-H Brousse[8] sobre identidades, identifica\u00e7\u00f5es e sintoma nos orienta para uma leitura sobre o lugar do g\u00eanero como S1 do nosso tempo, como algo novo do s\u00e9culo XXI. Trata-se de um novo movimento de reivindica\u00e7\u00e3o diferente daquele do feminismo do s\u00e9culo XX. O g\u00eanero como S1, diz Brousse, vem em substitui\u00e7\u00e3o do sexo, sai do bin\u00e1rio e introduz o neutro, evitando o valor er\u00f3tico da l\u00edngua quando se fala em termos de homem ou mulher. Tentativa de reduzir o sexo ao significante e \u00e0 fun\u00e7\u00e3o de semblante, e o que se reivindica \u00e9, como j\u00e1 foi dito, o direito ao gozo do Um do corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As importantes reivindica\u00e7\u00f5es, em termos de direitos, conseguidas a partir do posicionamento dos estudos de g\u00eanero e das teorias\u00a0<i>queer<\/i>, al\u00e9m do fora da lei do gozo sexual na era p\u00f3s-paterna, que pretende prescindir do pai sem dele se servir, deixa os sujeitos muitas vezes no desamparo da autogest\u00e3o do seu ser sexuado, desconhecendo que o ser sexuado se autoriza de si mesmo mas n\u00e3o sem os outros, como podemos ver na apresenta\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas tempos da sexua\u00e7\u00e3o que Lacan fez no cap\u00edtulo 1 do Semin\u00e1rio 19[9].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na articula\u00e7\u00e3o sexo e capitalismo temos ent\u00e3o a novidade da substitui\u00e7\u00e3o do sexo pelo g\u00eanero, que se institui como novo significante amo da era p\u00f3s-paterna. A mulher n\u00e3o existe, o homem n\u00e3o existe. N\u00e3o h\u00e1 mais interesse pela diferen\u00e7a dos sexos, pois o sexo fica &#8220;exclu\u00eddo&#8221;, e na multiplica\u00e7\u00e3o das identidades de g\u00eanero, tamb\u00e9m efeito da pluraliza\u00e7\u00e3o dos nomes do pai, parece ser suficiente a &#8220;<i>p\u00e8re-formance<\/i>&#8221; para assumir o sexo sem Outro, mais al\u00e9m do pai sem dele se servir, para uma autogest\u00e3o do sexo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O interesse cada vez menor pela quest\u00e3o da diferen\u00e7a sexual, como observa Nathalie W\u00fclfing[10], tamb\u00e9m nos faz pensar como uma consequ\u00eancia da preval\u00eancia do gozo do Um, que cada vez menos se interessa pelo desejo do Outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que temos \u00e9 o imperativo do gozo do UM, e aqui encontramos a pornografia como &#8220;novo paradigma da sexualidade&#8221;. Isto pode ser observado, especialmente nos adolescentes, como algo da ordem de uma nova pedagogia da sexualidade, um saber que est\u00e1 no bolso, como diz Miller em seu texto \u201cEm dire\u00e7\u00e3o \u00e0 adolesc\u00eancia[11]\u201d. Nele, Miller coloca em quest\u00e3o o que h\u00e1 de novo na adolesc\u00eancia, sublinha uma \u201cautoer\u00f3tica do saber\u201d, ou seja, o saber est\u00e1 no bolso, n\u00e3o \u00e9 mais objeto do Outro: \u201cAntes era preciso extra\u00ed-lo do campo do Outro pelas vias da sedu\u00e7\u00e3o, da obedi\u00eancia ou da exig\u00eancia, o que necessitava que ele (o saber) passasse por uma estrat\u00e9gia com o desejo do Outro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje se cultiva a solid\u00e3o do gozo, que n\u00e3o faz la\u00e7o. H\u00e1 interc\u00e2mbio de imagens entre os jovens (<i>sexting<\/i>) e cada vez menos palavras, como conta em consulta uma menina de 13 anos, a quem interessa \u201cestar na pega\u00e7\u00e3o, sem se apegar a ningu\u00e9m\u201d; trata-se de ficar sempre com algu\u00e9m diferente, pois n\u00e3o \u00e9 o outro que conta, mas se prioriza o gozo do Um, do corpo pr\u00f3prio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Qual o lugar da psican\u00e1lise? A aposta, orientados pelo ultimo ensino de Lacan, no qual o sexo \u00e9 um dizer, \u00e9 que uma experi\u00eancia anal\u00edtica \u00e9 a oportunidade para bem-dizer o sexo, para bem-dizer a castra\u00e7\u00e3o, especialmente nos chamados sintomas contempor\u00e2neos, onde os sujeitos muitas vezes se demitem do lugar de assumir a significa\u00e7\u00e3o f\u00e1lica. Onde residiria nossa efic\u00e1cia? Em extrair um dizer que marcou o corpo como corpo sexuado, liberar a enuncia\u00e7\u00e3o mais al\u00e9m dos ditos. Contamos para isso, como disse Oscar Ventura[12], com a possibilidade de escandir com o ato anal\u00edtico, cada vez que for preciso, o imposs\u00edvel em jogo.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">* Texto publicado em\u00a0<i>Lacan XXI, vol. 2, 2018.\u00a0<\/i>Dispon\u00edvel:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2018\/10\/22\/ser-sexuado-no-seculo-xxi-o-que-ha-de-novo\/?lang=pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.lacan21.com\/sitio\/2018\/10\/22\/ser-sexuado-no-seculo-xxi-o-que-ha-de-novo\/?lang=pt-br<\/a><br \/>\n** Coordenadora pela EBP, do Observat\u00f3rio de g\u00eanero, biopol\u00edtica e transexualidade da FAPOL no per\u00edodo 2017-2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NOTAS<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">Freud, S. Tr\u00eas ensaios sobre a teoria da sexualidade (1901-1905). O.C. vol.6. S\u00e3o Paulo: Companhia das letras, 2016.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Bassols, M. Heteroelecciones. In: Elecciones del sexo. Madrid, Ed. Gredos, 2015.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Laurent, E. Principio identitario y pol\u00edtica del sintoma. Confer\u00eancia de 2017:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.radiolacan.com\/pt\/topic\/1092\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.radiolacan.com\/pt\/topic\/1092<\/a><\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Bassols, M. O objeto (a)sexuado. In: Op\u00e7\u00e3o lacaniana online 21, novembro, 2016.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lacan, J. Les non-dupes errent. Aula de 9 de abril 1974 (Semin\u00e1rio in\u00e9dito; 1973-1974).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lacan, J. Momento de concluir. Aula de 15 de novembro 1977 (Semin\u00e1rio in\u00e9dito; 1977-1978).<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Miller, J-A. Intui\u00e7\u00f5es milanesas II. In: Op\u00e7\u00e3o lacaniana online 6, novembro, 2011.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Brousse, M-H. As identidades, uma pol\u00edtica; a identifica\u00e7\u00e3o, um processo; a identidade, um sintoma: In: Op\u00e7\u00e3o lacaniana online, 25\/26; julho, 2018.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Lacan, J. O Semin\u00e1rio, livro 19. &#8230; ou pior; cap. I. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">W\u00fclfing, N. Nenhuma mulher no s\u00e9culo XXI. In: L\u2019incs#6-5. O que se escreve, Boletim Jornada EBPMG, out. 2017.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Miller, J-A. Em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 adolesc\u00eancia. In: Minas com Lacan online; 6 de maio, 2015.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Ventura, O. El porno, sus extravios y su real. In: Elecciones del sexo, Madrid, Ed. Gredos, 2015.<\/li>\n<\/ol>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Blanca Musachi<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4950,"menu_order":139,"comment_status":"open","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"portfolio_category":[112,101,102],"portfolio_skills":[],"portfolio_tags":[],"class_list":["post-6542","avada_portfolio","type-avada_portfolio","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","portfolio_category-articulos-genero-pt-br","portfolio_category-genero-pt-br","portfolio_category-observatorios-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6542","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio"}],"about":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/avada_portfolio"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6542"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/avada_portfolio\/6542\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4950"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6542"}],"wp:term":[{"taxonomy":"portfolio_category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_category?post=6542"},{"taxonomy":"portfolio_skills","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_skills?post=6542"},{"taxonomy":"portfolio_tags","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/portfolio_tags?post=6542"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}