{"id":6266,"date":"2024-07-21T11:12:04","date_gmt":"2024-07-21T14:12:04","guid":{"rendered":"https:\/\/fapol.org\/blog\/palabras-para-comenzar\/"},"modified":"2024-12-15T17:13:12","modified_gmt":"2024-12-15T20:13:12","slug":"palavras-para-comecar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/blog\/palavras-para-comecar\/","title":{"rendered":"Palavras para come\u00e7ar\u2026"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em>Fernanda Otoni Brisset<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><br \/>\n<\/em><em>22 de junho de 2024 <\/em><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2836 alignleft\" src=\"https:\/\/fapol.org\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2024\/07\/permutacao_otoni.jpg-230x300.jpg\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"300\" \/>Come\u00e7ar \u00e9 um verbo.<\/p>\n<p>Em uma permuta\u00e7\u00e3o do campo freudiano, conjuga-se com estilo pr\u00f3prio os verbos encerrar e come\u00e7ar. H\u00e1 modos de come\u00e7ar. Come\u00e7ar do zero, como se n\u00e3o houvesse sombras; seguir o de sempre, como se n\u00e3o houvesse o amanh\u00e3. N\u00e3o h\u00e1 receita, n\u00e3o h\u00e1 garantia. H\u00e1 o real e sua evid\u00eancia obscura. H\u00e1 a porta aberta ao indeterminado. H\u00e1 o desejo de come\u00e7ar. Para come\u00e7ar, cada um entra com sua aposta. A e\u00f3lia sopra, sempre!<\/p>\n<p>H\u00e1 dois anos, um telefonema inesperado abriu-me uma nova responsabilidade, uma nova l\u00edngua, uma nova geografia libidinal: Fapol \u2013 Federa\u00e7\u00e3o Americana da Psican\u00e1lise da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana. E naquela noite sonhei:<\/p>\n<p>\u00abAndava a p\u00e9 numa estrada de terra vermelha. Ao longe, avistava-se um povo. Pessoas sentadas em barrancos terracota, outras andando ou trabalhando \u00e0s margens de um rio. Falavam entre si, viviam ali. Eu ouvia de longe a cantilena da l\u00edngua deles. Ao chegar perto, veio o medo. Como avan\u00e7ar, seguir adiante, se n\u00e3o sei falar a sua l\u00edngua? \u00c9 quando uma voz murmura: <em>Siga o canto!<\/em>\u00bb Este \u00e9 o sonho.<\/p>\n<p>Pus o p\u00e9 na estrada seguindo a quest\u00e3o: \u2018o que \u00e9 a Fapol?\u2019 Por onde andei, li textos, documentos, participei de conversa\u00e7\u00f5es, diversas reuni\u00f5es com o Conselho da Fapol, com o Bureau, suas redes e observat\u00f3rios, bem como ouvi muitos colegas e encontrei muitas respostas, mas elas n\u00e3o coincidiam. Cada um tinha a sua Fapol. Fui \u00e0s origens.<\/p>\n<p>Foi no <em>Select<\/em> em Paris que Jacques-Alain Miller reuniu-se com Graciela Brodsky e Maur\u00edcio Tarrab e ali sonharam criar uma federa\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina para levar adiante o bom combate do ensino de Lacan, quando as pe\u00e7as do real tomavam forma no conflito sobre a regulamenta\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas psicoterap\u00eauticas. Judith Miller j\u00e1 havia dito que <em>temos o sentimento de que o ensino de Lacan, ainda \u00e9, sempre um combate, que n\u00e3o est\u00e1 vencido, que n\u00e3o h\u00e1 louros em que descansar e que a aposta \u00e9 a pr\u00f3pria orienta\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise para os tempos que vir\u00e3o<\/em><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p>A proposta dessa Federa\u00e7\u00e3o foi manter o la\u00e7o estreito entre as tr\u00eas Escolas \u2013 EBP, EOL e NELcf, com a orienta\u00e7\u00e3o da AMP, para divulgar e defender a psican\u00e1lise na diversidade de situa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e sociais que caracterizam a paisagem do seu mundo, pois para fazer avan\u00e7ar a psican\u00e1lise. <em>E o que significa contribuir para o avan\u00e7o da psican\u00e1lise?<\/em> N\u00e3o basta pratic\u00e1-la e transmiti-la, tal como lemos em <em>O banquete dos analistas<\/em>, <em>\u00e9 preciso ajudar a reinvent\u00e1-la<\/em><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> rumo aos tempos que vir\u00e3o.<\/p>\n<p>Se os princ\u00edpios que orientam o ato anal\u00edtico s\u00e3o os mesmos, a paisagem do campo da fala e da linguagem com a qual opera \u00e9 diversa em cada \u00e9poca e em cada mundo. O mundo n\u00e3o \u00e9 o mesmo, por exemplo, em Moscou e Bel\u00e9m, na Europa e Am\u00e9rica Latina; n\u00e3o \u00e9 o mesmo em cada canto da Am\u00e9rica. E, para bem o dizer, o mundo n\u00e3o \u00e9 o mesmo em cada um, porque o mundo \u00e9 um fato da l\u00edngua, e n\u00e3o de geografia. A palavra golpeia o corpo, perfura-o, traumatiza-o, contamina-o, confunde-o, altera-o e no trabalho da l\u00edngua enrosca no corpo o <em>caldo da cultura que o fizeram beber<\/em><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, como disse Miller. A penetra\u00e7\u00e3o da sem\u00e2ntica social na urg\u00eancia do corpo falante \u00e9 o trabalho sonoro da l\u00edngua.<\/p>\n<p>Seu embalo faz crer que falamos a mesma l\u00edngua encantados que somos pela sua percuss\u00e3o nos poros da carne pr\u00f3pria. \u00c9 a tenta\u00e7\u00e3o da l\u00edngua. Mas a coer\u00eancia que ela d\u00e1 ao mundo \u00e9 um fato de fic\u00e7\u00e3o, porque no real da l\u00edngua n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre as palavras. O que h\u00e1 \u00e9 um corpo que se goza quando a l\u00edngua se estira, contorce, retorce, revira a textura no interior do seu pr\u00f3prio tecido; e em algum momento acontece o advento disruptivo de uma nova palavra, fora do c\u00f3digo e que for\u00e7a sua penetra\u00e7\u00e3o no discurso comum, alterando o texto, a paisagem, o contexto do la\u00e7o social. \u00c9 quando, sigo Christiane Alberti, encontramos o que toda palavra como tal ensina, <em>a palavra como tal, captada em sua materialidade concreta sem nenhuma atribui\u00e7\u00e3o, nenhuma intens\u00e3o, nenhum destinat\u00e1rio, a palavra real, a palavra absolutamente insond\u00e1vel<\/em><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. A causa singular perfura o universal e nesse corte, ao dar passagem ao que \u00e9 original, gira o mundo. \u00c9 o esc\u00e2ndalo da enuncia\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>S\u00f3 assim consigo ler no Ultim\u00edssimo Lacan que <em>a an\u00e1lise \u00e9 um fato social<\/em>, mas <em>n\u00e3o pensemos que significaria que a an\u00e1lise \u00e9, entre outras coisas, um fato social. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o de ess\u00eancia<\/em><a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, pois o material com a qual opera e altera habita a l\u00edngua, o corpo e, por efeito, o mundo.<\/p>\n<p>No combate ao qual a psican\u00e1lise se lan\u00e7a no s\u00e9culo XXI, o ponto de partida \u00e9 o que n\u00e3o se sabe e cuja evid\u00eancia se mostra no interior da sua experi\u00eancia mesma. Fato que provoca os muitos que somos a falar cada vez melhor o que, na express\u00e3o de \u00c9ric Laurent, <em>se l\u00ea com os ouvidos<\/em><a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> no ch\u00e3o da cl\u00ednica ao fazer par com a urg\u00eancia do nosso tempo, sem mimetizar com os outros discursos, sem cair na tenta\u00e7\u00e3o do sociol\u00f3gico, cuja leitura faz tanto sentido que ensurdece o murm\u00fario do real em suas conchas.<\/p>\n<p>A meu ver, o t\u00edtulo que deu lugar a esse ato \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o a orientar o fazer da Fapol. Existe uma aproxima\u00e7\u00e3o l\u00f3gica muito estreita entre o ato da permuta\u00e7\u00e3o e o esc\u00e2ndalo da enuncia\u00e7\u00e3o. J.-A. Miller fez da permuta\u00e7\u00e3o um regime de dire\u00e7\u00e3o presente em todas as escolas do campo freudiano, relan\u00e7ando a aposta, com Lacan, de que o novo s\u00f3 acontece no funcionamento: come\u00e7ar a cada vez, armar o mesmo de nova maneira para instalar um espa\u00e7o para respirar, um corte, um rasgo, por onde passa o frescor de um ar novo.<\/p>\n<p>Os ares do tempo est\u00e3o densos: \u00e9 a polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. Lacan antecipou as consequ\u00eancias irrespir\u00e1veis para a humanidade do avan\u00e7o do discurso da ci\u00eancia, <em>o fantasma de nossa vida comum<\/em>, como indica Miller. Todavia, para Lacan, a psican\u00e1lise \u00e9 o pulm\u00e3o artificial onde quer que se instale. Uma bela express\u00e3o para dizer da atualidade da presen\u00e7a da psican\u00e1lise na Am\u00e9rica Latina, cujas florestas s\u00e3o conhecidas como o pulm\u00e3o da humanidade, pulm\u00e3o que hoje segue amea\u00e7ado pela alian\u00e7a irrefre\u00e1vel entre a ci\u00eancia e o capitalismo.<\/p>\n<p>Tal real conforma o mal-estar que circula nos ares dos nossos tempos: a cren\u00e7a no homem neuronal e em sua intelig\u00eancia artificial, a medicaliza\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia, os impasses da sexua\u00e7\u00e3o, o individualismo contempor\u00e2neo, a escalada do racismo e da segrega\u00e7\u00e3o, para citar alguns. Nada \u00e9 sem raz\u00e3o! Seus efeitos reverberam no campo da fala e da linguagem, nos sintomas contempor\u00e2neos e no contexto da oferta da psican\u00e1lise que se coloca em forma para dar passagem \u00e0 singularidade irredut\u00edvel da causa de cada um.<\/p>\n<p>No caminho sobre a pergunta sobre o funcionamento da Fapol, encontrei no Lacan da dissolu\u00e7\u00e3o que a causa freudiana s\u00f3 tem como m\u00f3vel uma <em>bo\u00eete aux <\/em><em>lettres<\/em>, uma caixa de cartas\/letras: uma caixa de resson\u00e2ncia; uma caixa com um buraco e o que ali entra e sai altera o mundo; uma caixa t\u00f3rica onde o de dentro passa para fora pois o fora est\u00e1 dentro do dentro. Essa imagem me mostrou o que \u00e9 a Fapol, por sua vez: <em>bo\u00eete aux lettres <\/em>comum \u00e0s tr\u00eas Escolas, por onde passa um real que pede leitura. Ela faz ver na escultura do cartaz uma fenda no ch\u00e3o de madeira: que ao soprar para fora, areja para dentro.<\/p>\n<p>\u00c9 uma obra de Jos\u00e9 Bento, um artista mineiro, cuja marca \u00e9 usar como material de suas esculturas troncos tombados de madeira de lei. Ele devolve \u00e0 madeira o que est\u00e1 em causa na sua origem: seu poder de \u00e1rvore, de arejar o mundo. Sua arte me levou \u00e0 origem do mundo de Courbet, que esteve na vida com Lacan: a presen\u00e7a escandalosa da fenda insond\u00e1vel que pulsa nos corpos falantes de todos os g\u00eaneros. Para ler o real que sopra na e da atualidade da causa freudiana e transmitir o que sua passagem entrega \u00e0 <em>bo\u00eete aux lettres<\/em> das tr\u00eas escolas da AMP e na conversa com o Outro social, \u00e9 preciso correr o risco de inovar, junto a mais alguns outros, tal como evoca Lacan:<\/p>\n<blockquote><p>Preciso inovar [&#8230;] n\u00e3o sozinho. Eu vejo isso assim: que cada um coloque a\u00ed algo de seu. V\u00e3o em frente. Coloquem-se entre v\u00e1rios, colem juntos pelo tempo necess\u00e1rio para fazer algo, e depois dissolvam-se para fazer outra coisa. [\u2026] De onde se deduz que s\u00f3 durar\u00e1 no tempor\u00e1rio<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Tomo essa enuncia\u00e7\u00e3o de Lacan como um princ\u00edpio norteador para o funcionamento da Fapol. Do Conselho sopra sua orienta\u00e7\u00e3o: presidentes e diretores da EBP, EOL e NEL se encontram com o Bureau da Fapol e a presid\u00eancia da AMP para conversar sobre o que est\u00e1 em pauta na ordem do dia no funcionamento do trabalho de Escola na Am\u00e9rica Latina. A conversa\u00e7\u00e3o federativa ali \u00e9 forte e, n\u00e3o raro, na forma da enuncia\u00e7\u00e3o, decanta-se o Um da orienta\u00e7\u00e3o que anima e relan\u00e7a o trabalho. Pelo movimento pr\u00f3prio das permuta\u00e7\u00f5es, sua composi\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre renovada e a conversa sempre arejada.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, s\u00e3o desenhadas as linhas de trabalho da Fapol, por meio de suas redes, observat\u00f3rios, publica\u00e7\u00f5es e no grande encontro que se instala no Enapol, que em 2025 vai acontecer em Belo Horizonte, nos dias 5, 6 e 7 de setembro. A conversa\u00e7\u00e3o federativa \u00e9 a ferramenta que preside o fazer da Fapol, armando encontros entre membros e os jovens praticantes da psican\u00e1lise. Na conjun\u00e7\u00e3o de muitos articulados por esses meios, a partir da diversidade que lhe \u00e9 pr\u00f3pria, cada um se esfor\u00e7a em falar com a pr\u00f3pria l\u00edngua a l\u00edngua do Outro e fazer passar o gr\u00e3o in\u00e9dito de saber que colhe na sua pr\u00e1tica da psican\u00e1lise na sua conversa com os outros discursos. Vimos hoje aqui a for\u00e7a de sua express\u00e3o. \u00c9 um esc\u00e2ndalo!<\/p>\n<p>O novo Bureau que hoje toma posse tem em sua composi\u00e7\u00e3o Gabriela Camaly como vice-presidenta e Maria Hortensia C\u00e1rdenas como secret\u00e1ria. Na tesouraria conta com Ana Teresa Groisman e na secretaria de m\u00eddias e difus\u00e3o com Nohem\u00ed Brown. O trabalho ser\u00e1 intenso, mas n\u00e3o nos faltam sonhos, ganas e delicadeza. Seguiremos o princ\u00edpio da permuta\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o dos observat\u00f3rios, redes e publica\u00e7\u00f5es da Fapol; tomaremos como norte o que hoje aqui se apresentou para orientar sua experi\u00eancia; proporemos a\u00e7\u00f5es e temas de investiga\u00e7\u00e3o, cuja pergunta possa vir a aportar algo \u00e0 cl\u00ednica e contribuir para o debate da psican\u00e1lise com as quest\u00f5es de sociedade, cuidando para que o produto desse trabalho possa encontrar seu fluxo nas conversa\u00e7\u00f5es junto \u00e0 nossa comunidade, em proposta a ser constru\u00edda junto com o Conselho da Fapol, contando com a tessitura cuidadosa e precisa da presidenta da AMP, Christiane Alberti.<\/p>\n<p>Por fim, agrade\u00e7o a acolhida e a orienta\u00e7\u00e3o, desde o come\u00e7o, da querida Flory Kruger: esperamos estar \u00e0 altura da aposta que temos a honra de levar adiante. Gostaria, especialmente, neste momento, de agradecer e dizer como foi crucial nesses dois anos de trabalho junto ao Bureau, tanto nos momentos de satisfa\u00e7\u00e3o quanto frente aos impasses que atravessamos, me deixar guiar e ensinar por M\u00f3nica Febres Cordero em sua delicadeza para com o real e pela pot\u00eancia singular de Ricardo Seldes, generosa transmiss\u00e3o quanto ao saber fazer face ao indeterminado e \u00e0s sutilezas anal\u00edticas. Nosso encontro me ensinou a suportar a alegria e o imposs\u00edvel do fazer juntos. <em>Los voy a extra\u00f1ar!<\/em><\/p>\n<p>Meu <em>grand merci<\/em> a Christiane Alberti, a Eve Miller Rose e a Jacques-Alain Miller pela confian\u00e7a e cuja presen\u00e7a sempre me desperta para seguir o sonho.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o ainda \u00e0 preciosa comiss\u00e3o que foi respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o dos divinos detalhes deste encontro e, em nome do Bureau sainte e entrante, nosso agradecimento ao apoio recebido da EBP e da Se\u00e7\u00e3o Minas Gerais da EBP para a realiza\u00e7\u00e3o do que pode ter lugar aqui hoje.<\/p>\n<p><em>Gracias<\/em> a todos aqui presentes e que acompanham este ato pelo Zoom, participantes dos observat\u00f3rios, redes, publica\u00e7\u00f5es e muitos e muitos mais: uma comunidade que aprendemos a chamar de Fapol. Seguiremos extraindo do encontro com a sua diversidade, sua l\u00edngua pr\u00f3pria, efeitos de forma\u00e7\u00e3o escandalosos.<\/p>\n<p>O encontro que produz a Fapol \u00e9 potente! Altera a l\u00edngua pr\u00f3pria no baile com a outra l\u00edngua e seus diversos sotaques; produz significantes novos, neologismos cantados, infiltrando no campo freudiano o esfor\u00e7o de bem dizer a experi\u00eancia da psican\u00e1lise. Esse esfor\u00e7o produz a cantilena que se ouve ao longe: o portunhol lacaniano. Produto original da babel latina na qual nos encontramos. A for\u00e7a da sua express\u00e3o relan\u00e7a a aposta da Fapol, o sonho de seus fundadores, do Bureau do qual hoje me despe\u00e7o, do novo que est\u00e1 pronto para entrar no combate e o meu, desde que coloquei o p\u00e9 nesta estrada. Junto com cada um de voc\u00eas, seguiremos seu canto!<\/p>\n<p><em>Muchas gracias<\/em>!<\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Presidenta entrante da Federa\u00e7\u00e3o Americana de Psican\u00e1lise da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana (FAPOL), Analista Membro da Escola (AME) pela Escola Brasileira de Psican\u00e1lise (EBP)\u00a0e\u00a0pela\u00a0AMP.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> MILLER, J. O que \u00e9 a Funda\u00e7\u00e3o do Campo Freudiano? \u2013 Texto inicialmente publicado como pref\u00e1cio da revista <em>Analytica<\/em>, Paris, n. 44, 1986. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/fapol.org\/pt\/institucional\/campo-freudiano\/\">https:\/\/fapol.org\/pt\/institucional\/campo-freudiano\/<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> MILLER, J.-A. <em>El banquete de los analistas<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2011. p. 230.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> MILLER, J.-A. <em>El ultim\u00edsimo Lacan<\/em>. Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2014. p. 190.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> ALBERTI, C. Lo que puede el psicoan\u00e1lisis. <em>Virtualia<\/em>, <em>Revista Digital de la EOL<\/em>, ano XVII, n. 42, mayo 2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.revistavirtualia.com\/articulos\/980\/lo-que-puede-el-psicoanalisis\/lo-que-puede-el-psicoanalisis\">https:\/\/www.revistavirtualia.com\/articulos\/980\/lo-que-puede-el-psicoanalisis\/lo-que-puede-el-psicoanalisis<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> MILLER, 2014, <em>op. cit.<\/em>, p. 187.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> LAURENT, \u00c9. A interpreta\u00e7\u00e3o: da escuta ao escrito. <em>Correio, Revista Brasileira Internacional de Psican\u00e1lise<\/em>, S\u00e3o Paulo, n. 87, p. 68, abr. 2022.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> LACAN, J. m. Sr.A. In: LACAN, J. <em>Nos confins do semin\u00e1rio<\/em>. S\u00e3o Paulo: Zahar, 2023. p. 73.<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"video-shortcode\"><iframe title=\"Ato de permuta\u00e7\u00e3o 2024 \/ Acto de permutaci\u00f3n 2024 - Fernanda Otoni\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KnpmUGvDafg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernanda Otoni Brisset[1] 22 de junho de 2024 Come\u00e7ar \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[89],"tags":[],"class_list":["post-6266","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-permutacion-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6266","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6266"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6266\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6268,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6266\/revisions\/6268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6266"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6266"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6266"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}