{"id":6752,"date":"2019-10-03T08:49:57","date_gmt":"2019-10-03T11:49:57","guid":{"rendered":"https:\/\/fapol.org\/?p=6752"},"modified":"2024-12-18T08:50:20","modified_gmt":"2024-12-18T11:50:20","slug":"digai-mare-um-projeto-de-atendimento-psicanalitico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/blog\/digai-mare-um-projeto-de-atendimento-psicanalitico\/","title":{"rendered":"Diga\u00ed-Mar\u00e9: um projeto de atendimento psicanal\u00edtico"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\"><b>Editorial<br \/>\nProjeto Diga\u00ed-Mar\u00e9<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta edi\u00e7\u00e3o de Territ\u00f3rios Lacanianos vamos apresentar a voc\u00eas o Diga\u00ed-Mar\u00e9: um projeto de atendimento psicanal\u00edtico em grupo que acontece h\u00e1 oito anos, em uma grande favela da cidade do Rio de Janeiro. Este trabalho \u00e9 sustentado por v\u00e1rios colegas da Se\u00e7\u00e3o Rio e apesar de se desenvolver em um formato nada usual &#8211; sem os recursos dos quais nos servimos nos consult\u00f3rios particulares, como o pagamento, a privacidade e o tempo l\u00f3gico &#8211; busca orientar-se pelo ensino de Lacan de forma a experimentar a psican\u00e1lise sem se desviar dos seus princ\u00edpios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No texto assinado por Rodrigo Lyra, um dos coordenadores do projeto, voc\u00eas poder\u00e3o acompanhar um resumo da hist\u00f3ria do Diga\u00ed, ter uma ideia muito precisa das quest\u00f5es essenciais que emergem do dispositivo grupal e ainda verificar de que maneira os seus participantes trabalham para elaborar e articular te\u00f3rica e clinicamente as consequ\u00eancias extra\u00eddas desta rica experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O v\u00eddeo sobre o projeto, com suas imagens e depoimentos consegue transmitir de maneira muito viva o que acontece por l\u00e1. Voc\u00eas ver\u00e3o a casa aonde funciona a cl\u00ednica do Diga\u00ed no bairro de Nova Holanda, na favela da Mar\u00e9, as ruas, as casas, seus moradores, e os participantes do Projeto. Nos breves depoimentos poder\u00e3o perceber o entusiasmo e o cuidado com que cada um dos que est\u00e3o engajados neste projeto tratam dos temas que emergem desta cl\u00ednica t\u00e3o peculiar na sua \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com a psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andr\u00e9a Reis Santos e Gl\u00f3ria Maron<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Diga\u00ed-Mar\u00e9 *<\/b><br \/>\n&#8220;Se nessa corrida para a verdade \u00e9 apenas sozinho, n\u00e3o sendo todos, que se atinge ao verdadeiro, ningu\u00e9m o atinge, no entanto, a n\u00e3o ser atrav\u00e9s dos outros&#8221;. Jacques Lacan [1]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Diga\u00ed-Mar\u00e9 surgiu ano de 2005, quando dois membros da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, Ana Lucia Lutterbach e Marcus Andr\u00e9 Vieira, aproveitaram a interlocu\u00e7\u00e3o com uma importante ONG atuante, na Mar\u00e9, na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o para l\u00e1 experimentar os usos do discurso anal\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juntaram-se a eles diversos outros, tanto membros da Escola quanto colegas em diferentes momentos de sua forma\u00e7\u00e3o. O corpo de supervisores cl\u00ednicos \u00e9 formado hoje pelos membros Cristina Duba, Gl\u00f3ria Maron, Paula Borsoi e Ondina Machado. Coordenam atualmente o Corpo Cl\u00ednico Andr\u00e9a Reis Santos (EBP), V\u00e2nia Gomes e Rodrigo Lyra. Muitos outros membros da EBP contribu\u00edram e seguem contribuindo para esclarecer essa experi\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comp\u00f5em atualmente o corpo cl\u00ednico, Bruna Guaran\u00e1, Ana Beatriz Zimmerman, Gricel Os\u00f3rio, Sandra Landim, Anna Luisa Almeida, Clarisse Arantes, Adriana Faria e Simone Bianchi, al\u00e9m de estagi\u00e1rios da PUC-Rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De volta a 2005. \u00c0 demanda de atendimento psicanal\u00edtico para os moradores da Mar\u00e9 recebidos pela ONG (especialmente as crian\u00e7as), respondemos com um dispositivo inusual em nosso campo: o atendimento em grupo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Era uma aposta que, como sempre, s\u00f3 tem seus efeitos recolhidos\u00a0<i>a posteriori<\/i>, mas havia, decerto, boas raz\u00f5es para sustent\u00e1-la, visto que, no ambiente social da Mar\u00e9, o senso de comunidade mostrava muita for\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de seguir, uma palavra sobre esse lugar t\u00e3o especial. A Mar\u00e9 \u00e9, na verdade, mais que uma favela; \u00e9 um bairro, composto por um complexo de 16 favelas, de fronteiras invis\u00edveis, circundadas pelas principais vias de acesso ao centro do Rio de Janeiro. L\u00e1 moram ao menos 130 mil pessoas, que convivem com as principais fac\u00e7\u00f5es de tr\u00e1fico de drogas e um Batalh\u00e3o de pol\u00edcia, al\u00e9m de muitas escolas e alguns poucos aparatos de sa\u00fade p\u00fablica. Qualquer carioca j\u00e1 passou incont\u00e1veis vezes por seus contornos, mas a proximidade entre a janela do carro e seus muitos barracos n\u00e3o reduz, para quem est\u00e1 do lado de\u00a0<i>c\u00e1,\u00a0<\/i>a sensa\u00e7\u00e3o de ver\u00a0<i>l\u00e1<\/i>\u00a0um territ\u00f3rio totalmente estrangeiro. Ir \u00e0 Mar\u00e9 foi, antes mesmo que l\u00e1 a psican\u00e1lise nos ensinasse algo, uma transformadora viv\u00eancia de cidad\u00e3os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o in\u00edcio, uma pergunta nos desafiou: a pertin\u00eancia social do trabalho em grupo n\u00e3o constituiria, por outro lado, um impasse para a incid\u00eancia da psican\u00e1lise?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no momento de cria\u00e7\u00e3o do Diga\u00ed, viv\u00edamos um importante movimento do Campo Freudiano, onde diversas propostas de psican\u00e1lise aplicada estavam sendo levadas a cabo. Est\u00e1vamos esclarecidos, portanto, sobre os limites dessa empreitada e certos de que a experi\u00eancia n\u00e3o se propunha a sustentar a longa travessia de uma an\u00e1lise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, a pergunta insistia: o grupo faz impasse \u00e0 emerg\u00eancia da singularidade?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo admitindo que a presen\u00e7a de v\u00e1rios\u00a0<i>corpos<\/i>\u00a0em um mesmo dispositivo \u00e9 um dado relevante, nos servimos de Freud e Lacan para recolocar a quest\u00e3o. Alguns pontos de partida:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><i>N\u00e3o \u00e9 propriamente o grupo que faz obst\u00e1culo \u00e0 singularidade, mas sim as identifica\u00e7\u00f5es e elas j\u00e1 est\u00e3o presentes na constitui\u00e7\u00e3o de um \u00fanico indiv\u00edduo. No limite, podemos propor, com cautela, que um indiv\u00edduo j\u00e1 \u00e9 grupal.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Uma consequ\u00eancia dessa percep\u00e7\u00e3o foi seguirmos Lacan em seu esfor\u00e7o de dar menos \u00eanfase ao dispositivo e mais ao discurso anal\u00edtico.<\/i><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><i>O contraponto entre identifica\u00e7\u00f5es e singularidade n\u00e3o \u00e9 absoluto. O fato de a segunda representar uma ruptura com as primeiras n\u00e3o quer dizer que as identifica\u00e7\u00f5es devam ser diretamente combatidas no trabalho anal\u00edtico.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Essa observa\u00e7\u00e3o se torna especialmente relevante quando nos deparamos com mal-estares difusos, sofrimentos que n\u00e3o tomam consist\u00eancia de um sintoma, al\u00e9m do problema cl\u00ednico e social que pode ser resumido no tema da desinser\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o passa a ser a do bom uso de identifica\u00e7\u00e3o.<\/i><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><i>O fato de alguns indiv\u00edduos reunirem-se provisoriamente em um dispositivo grupal n\u00e3o significa que a fala circular\u00e1 como puro esfor\u00e7o identificat\u00f3rio.<\/i><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>Esse ponto nos remete ao trabalho lacaniano de conceber a Escola e seu dispositivo de base, o cartel, como formas de estabelecer uma coletividade perme\u00e1vel \u00e0s produ\u00e7\u00f5es singulares. O cartel foi, assim, uma refer\u00eancia primordial para situarmos, inclusive, o lugar daquele que, atravessado pela psican\u00e1lise, busca no pequeno grupo fazer valer a fun\u00e7\u00e3o do mais-um. Arriscamos, assim, chamar de &#8220;mais-um&#8221; o colega do Diga\u00ed que atende esses pequenos grupos.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 claro que, a essas poucas ideias, muitas outras se somaram ao longo do esfor\u00e7o cont\u00ednuo de esclarecer a experi\u00eancia. Na pr\u00e1tica, como \u00e9 inerente \u00e0 psican\u00e1lise, os fen\u00f4menos cl\u00ednicos s\u00e3o m\u00faltiplos e variados. H\u00e1 grupos que rapidamente empreendem um efeito de cola imagin\u00e1ria, um &#8220;somos todos iguais&#8221;, e a fun\u00e7\u00e3o do &#8220;mais-um&#8221; se declina mais fortemente na dire\u00e7\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o de pontos de ruptura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outros, o esfor\u00e7o identificat\u00f3rio dos sujeitos \u00e9 menor e os di\u00e1logos servem muitas vezes para delimitar e extrair um sintoma de um sujeito que havia chegado com uma queixa muita dispersa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Paralelamente a isso, nos surpreendemos desde o in\u00edcio com verdadeiros efeitos de interpreta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o sa\u00edam &#8220;da boca&#8221; do mais-um. Podiam ser falas de um sujeito a outro ou mesmo &#8211; e principalmente &#8211; modos singulares de algu\u00e9m se apropriar e se deixar tocar pela fala de um outro sobre seus pr\u00f3prio enredos. Mais uma li\u00e7\u00e3o permanente da cl\u00ednica psicanal\u00edtica se fazia valer de uma forma especial naquele pequeno grupo: a interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 necessariamente do analista, mas sim do inconsciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Valendo-nos de ideias como essa, soubemos aos poucos temperar nossa pr\u00f3pria tend\u00eancia de &#8220;levar para o atendimento individual&#8221; cada um que parecia mais atento ao desejo de saber sobre seu sintoma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo desses anos, vimos muitos grupos onde nada de relevante se deu e muitos outros onde os efeitos do atendimento em grupo foram t\u00e3o impactantes a ponto de calar momentaneamente nossa eterna quest\u00e3o: por que em grupo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aprendemos com o tempo a esvaziar os\u00a0<i>porqu\u00eas<\/i>\u00a0e a extrair as consequ\u00eancias de\u00a0<i>como<\/i>\u00a0os moradores da Mar\u00e9 se serviam da psican\u00e1lise. Certamente n\u00e3o estamos ainda &#8220;curados&#8221;, como se v\u00ea acima, de buscar, \u00e0s vezes, justificar nosso &#8220;pecado original&#8221; de atender em grupo, mas hoje, sem d\u00favida, fala bem mais alto, para cada um, a voz da incr\u00edvel chance de experimentar, de localizar, de nos surpreender com os efeitos do discurso anal\u00edtico quando j\u00e1 n\u00e3o contamos com as mais b\u00e1sicas ferramentas do dispositivo habitual: a privacidade, o pagamento e a longa dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Diga\u00ed recebe crian\u00e7as, adolescentes e adultos. Entre crian\u00e7as e adolescentes, buscamos formar grupos a partir de idades n\u00e3o muito diferentes, mas n\u00e3o h\u00e1 regras r\u00edgidas. Entre os adultos, os grupos s\u00e3o formados ap\u00f3s alguns encontros de\u00a0<i>recep\u00e7\u00e3o<\/i>, mas tampouco h\u00e1 par\u00e2metros muito marcados; vale mais o tato do &#8220;mais-um&#8221; que os recebe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dura\u00e7\u00e3o dos pequenos grupos tampouco \u00e9 fixa, mas j\u00e1 aprendemos que os efeitos de apari\u00e7\u00e3o e nomea\u00e7\u00e3o de tra\u00e7os singulares do gozo de cada um tendem a dissolver o grupo. Respeitamos esses movimentos, pois n\u00e3o haveria como sustentar grupos muito duradouros sem refor\u00e7ar as identifica\u00e7\u00f5es, verticais e horizontais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora a parceria com a ONG que nos levou \u00e0 Mar\u00e9 (Redes de Desenvolvimento da Mar\u00e9) continue s\u00f3lida e primordial, o Diga\u00ed est\u00e1 hoje suficientemente inserido na comunidade para receber demandas de diversas outros origens, do terceiro setor, dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e, principalmente, as demandas espont\u00e2neas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2005, muitos de n\u00f3s levaram fragmentos de sua experi\u00eancia do Diga\u00ed, sob a forma de trabalhos, \u00e0s Jornadas e Encontros da EBP e da AMP, e tamb\u00e9m \u00e0 cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2008, lan\u00e7amos um livro que condensava o que havia sido a experi\u00eancia at\u00e9 ent\u00e3o: &#8220;Psican\u00e1lise na favela: O Diga\u00ed Mar\u00e9 e a cl\u00ednica dos grupos&#8221;. Duas edi\u00e7\u00f5es, esgotad\u00edssimas!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Prometemos o pr\u00f3ximo livro para breve!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Rodrigo Lyra Carvalho<\/strong><\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;margin-top:10px;margin-bottom:10px;width:100%;\"><\/div><div class=\"fusion-video fusion-youtube\" style=\"--awb-max-width:600px;--awb-max-height:360px;--awb-align-self:center;--awb-width:100%;\"><div class=\"video-shortcode\"><div class=\"fluid-width-video-wrapper\" style=\"padding-top:60%;\" ><iframe title=\"YouTube video player 1\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Y_Af-czu5k4?wmode=transparent&autoplay=0\" width=\"600\" height=\"360\" allowfullscreen allow=\"autoplay; fullscreen\"><\/iframe><\/div><\/div><\/div><div class=\"fusion-separator fusion-full-width-sep\" style=\"align-self: center;margin-left: auto;margin-right: auto;margin-top:10px;margin-bottom:10px;width:100%;\"><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\"><p style=\"text-align: justify;\">NOTAS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">* &#8220;O v\u00eddeo e o texto dessa mat\u00e9ria s\u00e3o extratos da mat\u00e9ria publicada no boletim Diretoria na Rede de Outubro de 2013 e correspondem \u00e0 realidade do projeto na \u00e9poca. A configura\u00e7\u00e3o e situa\u00e7\u00e3o atual do projeto n\u00e3o \u00e9 retratada.&#8221;<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>Lacan, Jacques. Escritos. Rio de Janeiro: JZE, 1998, p.212.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">BIBLIOGRAF\u00cdA<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>ALMEIDA E SILVA. &#8220;Quando o resto faz parte do grupo&#8221;. Trabalho apresentado no V Enapol, Rio 2011.<\/li>\n<li>CARDOZO, A.; ROLO, A.; BARROS, I. R.; LAMY, M.I.; MACHADO, O.; CECCHETI, R. &#8220;O tempo do sujeito e o tempo da burocracia&#8221; \u2013 trabalho apresentado no III Encontro Americano do Campo Freudiano.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ebprio.com\/digaimare_produtos_otempodosujeitoeotempodaburocracia.asp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.ebprio.com\/digaimare_produtos_otempodosujeitoeotempodaburocracia.asp<\/a><\/li>\n<li>CARVALHO, Rodrigo Lyra. A fun\u00e7\u00e3o do grupo num atendimento de adolescentes no Diga\u00ed-Mar\u00e9. In: XVIII jornadas cl\u00ednicas: objetos soletrados no corpo. Rio de Janeiro: EBP, 2007. p. 63-67.<\/li>\n<li>BORGES, Flavia. &#8220;Socializando uma quest\u00e3o&#8221;. Trabalho apresentado no V Enapol, Rio 2011.<\/li>\n<li>CESARI, Paula. &#8220;Do l\u00edder ao mais-um: um estudo sobre o la\u00e7o no grupo&#8221;. Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado PUC-Rio, 2011<\/li>\n<li>CISCATO, Maricia; ALMEIDA, Franciele; GROVA, Tatiane. Da perda \u00e0 falta: uma investiga\u00e7\u00e3o sobre a queda do objeto no trabalho com crian\u00e7as do Diga\u00ed-Mar\u00e9. In: XVIII jornadas cl\u00ednicas: objetos soletrados no corpo. Rio de Janeiro: EBP, 2007. p. 68-72.<\/li>\n<li>GUARAN\u00c1, Bruna. M.; ALMEIDA E SILVA, A.L. &#8220;A psican\u00e1lise aplicada e a cl\u00ednica dos grupos&#8221;. Apresenta\u00e7\u00e3o Semin\u00e1rio Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica PUC-Rio.<\/li>\n<li>GUARAN\u00c1, Bruna. &#8220;Do ideal \u00e0 sublima\u00e7\u00e3o pelos dejetos&#8221;. Trabalho apresentado no V Enapol, Rio 2011.<\/li>\n<li>GOMES, V\u00e2nia. &#8220;Leitura do coletivo Diga\u00ed-Mar\u00e9 a partir do objeto a de Lacan.&#8221;. Trabalho apresentado na Jornada de cart\u00e9is da EBP-Rio, 2013.<\/li>\n<li>HOLCK, AL; BENTES, E. &#8220;A Escola, o campo, a cidade&#8221;. In: Latusa Digital, 29. 2007.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.latusa.com.br\/pdf_latusa_digital_29_a2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.latusa.com.br\/pdf_latusa_digital_29_a2.pdf<\/a><\/li>\n<li>HOLCK, A. L. e VIEIRA, Marcus Andr\u00e9, &#8221; A a\u00e7\u00e3o lacaniana e o Diga\u00ed- Mar\u00e9&#8221; Correio EBP n57.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.litura.com.br\/artigo_repositorio\/a_acao_lacaniana_e_o_digai_mare_pdf_1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.litura.com.br\/artigo_repositorio\/a_acao_lacaniana_e_o_digai_mare_pdf_1.pdf<\/a><\/li>\n<li>HOLCK, Ana L\u00facia; ALMEIDA, Franciele et al. Efeitos de interpreta\u00e7\u00e3o no dispositivo coletivo com crian\u00e7as no diga\u00ed-mar\u00e9. In: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise. Latusa. Rio de Janeiro: EBPRJ, 2007. p. 247-251. ISBN 1415-6830<\/li>\n<li>HOLCK, Ana L\u00facia Lutterbach. Psychanalyse dans la cit\u00e9: une exp\u00e9rience \u00e0 Rio de Janeiro. Lettre Mensuelle-\u00c9cole de la cause freudienne, Paris: \u00c9cole de la cause freudienne, n.262, p. 16-18, 2007.<\/li>\n<li>HOLCK, Ana L\u00facia et al. Efeitos de interpreta\u00e7\u00e3o no dispositivo coletivo com crian\u00e7as no Diga\u00ed-Mar\u00e9. Latusa, Rio de Janeiro: EBP-RJ, n.12, p. 247-251, 2007. ISSN 14156830.<\/li>\n<li>LACAD\u00c9E, Philippe. A modernidade ir\u00f4nica e a Cidade de Deus. Tradu\u00e7\u00e3o Cristina Drummond. Curinga, Belo Horizonte: Escola Brasileira de Psican\u00e1lise-Se\u00e7\u00e3o Minas, n.23, p. 35-54, nov. 2006. ISSN 1676-2495.<\/li>\n<li>REIS, A.; ALMEIDA, F. &#8221; Projeto Diga\u00ed-Mar\u00e9: jovens na rede do singular&#8221; In Redes de Valoriza\u00e7\u00e3o da Vida. Observat\u00f3rio de Favelas. RJ: 2009<\/li>\n<li>REIS, Andrea; VIEIRA, M.A. &#8221; Limites&#8221; In Garcia, C.A. e Cardoso, M.R.(org) &#8221; Limites da cl\u00ednica. Cl\u00ednica dos limites&#8221;. Revista Latinoamericana de Psicopatologia Fundamental, S\u00e3o Paulo, 2012<\/li>\n<li>VIEIRA, MA.; HOLCK, A.L., (Editores) e MACHADO, O.; GROVA, T. (Org.). Psican\u00e1lise na Favela \u2013 Projeto Diga\u00ed-Mar\u00e9: a cl\u00ednica dos grupos. Rio de Janeiro:2008.<\/li>\n<li>VIEIRA, MA. &#8220;O trauma subjetivo&#8221;. In: Psico, 39 (PUC-RS). 2008<\/li>\n<li>VIEIRA, MA. &#8220;subin\u00f4nibus&#8221;. In: Revista de Estudos Lacanianos, v.1, 2008.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">TEXTOS DE REFER\u00caNCIA<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify;\">BRASIL, F. Do imperativo de gozo \u00e0 passagem ao ato. Texto apresentado no col\u00f3quio &#8220;Figuras Lacanianas da crueldade&#8221;, em 22\/05\/2010.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">CISCATO, M.; BARROS, I.C. O que a ang\u00fastia pode nos ensinar sobre o objeto da segrega\u00e7\u00e3o?. Texto apresentado no col\u00f3quio &#8220;Figuras Lacanianas da crueldade&#8221;, em 22\/05\/2010.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">ELKIN, Mario. Estado del Arte de los Estudios Psicoanal\u00edticos sobre las Neurosis de Guerra. Projeto de Pesquisa, da Universidad de Antioquia, Colombia.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">LAURENT, \u00c9ric. &#8220;Nascimento do Sujeito suposto Saber&#8221;. In: Correio n\u00b060.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">LAURENT, \u00c9ric. entradas em an\u00e1lise Op\u00e7\u00e3o lacaniana 12<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">LAURENT, Eric. &#8220;Lo real y el grupo&#8221;. In: Ecos y matices en psicoanalisis aplicado: cl\u00ednica de la psicosis, la fobia, el FPS y el pequeno grupo. Buenos Aires: Grama Ediciones, 2005.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">MILLER, Jacques-Alain. &#8220;Objeto e castra\u00e7\u00e3o&#8221;. In: Lacan Elucidado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1997.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">MILLER, Jacques-Alain. A l\u00f3gica do tratamento do Pequeno Hans segundo Lacan. Confer\u00eancia de abertura \u00e0s II Jornadas anuais da EOL, A l\u00f3gica da cura, nos dias 27, 28, 29 de agosto de 1993. Publicado originalmente em &#8220;La logique de la cure, Colection de l&#8217;Orientation Lacanienne&#8221;, dezembro de 1993.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">MILLER, Jacques-Alain. &#8220;A rela\u00e7\u00e3o de objeto&#8221;. In: La lettre mensuelle #128, abril de 1994. Traduzido pelo Rodrigo.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">MILLER, Jacques-Alain. &#8220;Sobre o Sujeito suposto saber e o objeto a&#8221;. In: Correio n\u00b059.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">MILLER, Jacques-Alain (direction). Situations subjectives de d\u00e9prise sociale. Collection La Biblioth\u00e8que lacanienne. Paris : Navarin \u00e9diteur, diffusion Seuil, 2009.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[127,126],"tags":[],"class_list":["post-6752","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-informes-rpa-pt-br","category-redes-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6752","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6752"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6752\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6753,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6752\/revisions\/6753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6752"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6752"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6752"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}