{"id":6772,"date":"2016-06-24T16:29:01","date_gmt":"2016-06-24T19:29:01","guid":{"rendered":"https:\/\/fapol.org\/blog\/observatorio-vamos-em-direcao-a-uma-civilizacao-toxicomana-ebp-2016\/"},"modified":"2016-06-24T16:29:01","modified_gmt":"2016-06-24T19:29:01","slug":"observatorio-vamos-em-direcao-a-uma-civilizacao-toxicomana-ebp-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/blog\/observatorio-vamos-em-direcao-a-uma-civilizacao-toxicomana-ebp-2016\/","title":{"rendered":"Observat\u00f3rio \u00bfVamos em dire\u00e7\u00e3o a uma civiliza\u00e7\u00e3o toxic\u00f4mana? &#8211; EBP 2016"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><p style=\"text-align: justify;\">Luiz Fernando Carrijo da Cunha &#8211; Coordenador<br \/>\nMaria do Carmo D Batista<br \/>\nLilany Pacheco<br \/>\nMaria da Gl\u00f3ria Maron<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A contribui\u00e7\u00e3o que ora enviamos, diz respeito, sobretudo, ao modo como entendemos o objeto deste observat\u00f3rio. A saber, embora os aspectos cl\u00ednicos concernentes ao &#8220;uso de drogas&#8221; assim como seu corol\u00e1rio estejam na ordem do dia para se pensar a psican\u00e1lise de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana no s\u00e9culo XXI, nos referiremos a eles baseados nos relat\u00f3rios que nos fornecem a &#8220;rede TyA&#8221; composta tanto por colegas brasileiros como aqueles que se dedicam \u00e0 rede nas outras Escolas da AMP, principalmente as da Am\u00e9rica latina, com o cuidado de n\u00e3o superpormos um trabalho ao outro. O &#8220;observat\u00f3rio&#8221; na EBP tem se dedicado a alguns aspectos relacionados \u00e0 pol\u00edtica e suas incid\u00eancia no Outro social no que concerne n\u00e3o apenas ao consumo de drogas &#8220;il\u00edcitas&#8221; mas ao que, do mercado \u00e9 oferecido \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o \u00e0 guisa de objetos que funcionam como agentes do discurso da hipermodernidade, tal como nos esclarece J.A- Miller em sua alocu\u00e7\u00e3o de encerramento do Congresso da AMP em 2004 em Comandatuba ( Uma Fantasia). A\u00ed entendemos ser importante uma investiga\u00e7\u00e3o que v\u00e1 al\u00e9m daquela referida ao consumo de drogas, incluindo o uso indiscriminado de psicotr\u00f3picos em todas as faixas et\u00e1rias, al\u00e9m do incentivo ao consumo de &#8220;produtos&#8221; espec\u00edficos para uma determinada faixa da popula\u00e7\u00e3o como aquelas veiculadas para &#8220;crian\u00e7as, adolescentes, adultos jovens, etc. Como &#8220;jogos eletr\u00f4nicos&#8221;, &#8220;pornografia via internet&#8221;, e toda sorte de ofertas que sustentam o capitalismo contempor\u00e2neo e que funcionam, numa certa medida, como &#8220;t\u00f3xicos&#8221;. Ademais, nos parece ser necess\u00e1rio sublinhar que o &#8220;observat\u00f3rio&#8221; funcionar\u00e1, desde suas propostas a um debate dentro da Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana, fora das considera\u00e7\u00f5es morais que podem suscitar desse questionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, estamos acompanhando algumas discuss\u00f5es que acontecem tanto no n\u00edvel nacional quanto no internacional relativos \u00e0 &#8220;descriminaliza\u00e7\u00e3o&#8221; do porte de drogas para consumo pr\u00f3prio; \u00e0 viabiliza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas que atuam sobre a &#8220;diminui\u00e7\u00e3o de danos&#8221;; \u00e0 &#8220;diminui\u00e7\u00e3o da maioridade penal&#8221;; aos efeitos sobre crian\u00e7as e adolescentes &#8220;aditos&#8221; em jogos eletr\u00f4nicos etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para esta reuni\u00e3o espec\u00edfica dos &#8220;observat\u00f3rios da Fapol&#8221;, tomamos como eixo a discuss\u00e3o, ainda incipiente no Brasil, referida \u00e0 legaliza\u00e7\u00e3o de algumas &#8220;drogas il\u00edcitas&#8221; especialmente a &#8220;maconha&#8221;, a exemplo do que j\u00e1 acontece em alguns pa\u00edses. Transcrevo aqui a opini\u00e3o do jornalista Juan Carlos Hidalgo colhida do portal direitoeliberdade.jusbrasil.com.br que elenca dez pontos justificando a necessidade de uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica que aponte para a &#8220;legaliza\u00e7\u00e3o&#8221; do consumo de drogas. Escolhemos esse artigo pelo fato que o autor destaca pontos relativos ao estado atual da pol\u00edtica na Am\u00e9rica Latina no que diz respeito ao consumo e ao tr\u00e1fico de drogas tanto quanto sua manuten\u00e7\u00e3o que obedece a um circuito que alimenta o capitalismo com sua consequente supress\u00e3o do sujeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abaixo a transcri\u00e7\u00e3o do artigo de &#8220;Juan Carlos Hidalgo&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>10 raz\u00f5es para legalizar as drogas<\/b><br \/>\n<i>Por Juan Carlos Hidalgo [1]<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>1.<\/b>\u00a0A legaliza\u00e7\u00e3o colocaria fim a parte exageradamente lucrativa do neg\u00f3cio do narcotr\u00e1fico, ao trazer para a superf\u00edcie o mercado negro existente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>2.<\/b>\u00a0A legaliza\u00e7\u00e3o reduziria dramaticamente o pre\u00e7o das drogas, ao acabar com os alt\u00edssimos custos de produ\u00e7\u00e3o e intermedia\u00e7\u00e3o que a proibi\u00e7\u00e3o implica. Isto significa que muita gente que \u00e9 viciada nestas subst\u00e2ncias n\u00e3o teria que roubar ou prostituir-se com o fim de custear o atual pre\u00e7o inflacionado destas subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>3.<\/b>\u00a0Legalizar as drogas faria com que a fabrica\u00e7\u00e3o dessas subst\u00e2ncias se encontre dentro do alcance das regula\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias do mercado legal. Abaixo da proibi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o existem controles de qualidade ou vendas de doses padronizadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>4.<\/b>\u00a0O narcotr\u00e1fico tem estendido seus tent\u00e1culos ao cen\u00e1rio pol\u00edtico dos pa\u00edses. A legaliza\u00e7\u00e3o acabaria com esta nefasta alian\u00e7a do narcotr\u00e1fico e o poder pol\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>5.<\/b>\u00a0Legalizar as drogas acabaria com um fonte importante de corrup\u00e7\u00e3o, a qual aumenta em todos os n\u00edveis do governo devido ao fato de uma substancial parte de toda a classe de autoridades tem sido compradas, subornadas e extorquidas por narcotraficantes, criando um grande ambiente de desconfian\u00e7a por parte da popula\u00e7\u00e3o quanto ao setor p\u00fablico de forma geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>6.<\/b>\u00a0Os governos deixariam de desperdi\u00e7ar bilh\u00f5es de d\u00f3lares no combate as drogas, recursos que seriam destinados a combater os verdadeiros criminosos: os que violam os direitos dos demais (homicidas, fraudadores, estupradores, ladr\u00f5es etc).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>7.<\/b>\u00a0Com a legaliza\u00e7\u00e3o se acaba com o pretexto do Estado de violar nossas liberdades civis com o fim de levar a cabo esta guerra contra as drogas. Grampos telef\u00f4nicos, buscas, registros legais, censura e controle de armas s\u00e3o atos que atentam contra nossa liberdade e autonomia como indiv\u00edduos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>8.<\/b>\u00a0Legalizar as drogas desativar\u00e1 a bomba-rel\u00f3gio em que se converteu a Am\u00e9rica Latina, especialmente os pa\u00edses andinos, Am\u00e9rica Central e M\u00e9xico. Isto tem levado a uma interven\u00e7\u00e3o crescente por parte dos EUA, pa\u00eds que desde quase mais de uma d\u00e9cada vem fortalecendo sua presen\u00e7a militar na regi\u00e3o de uma maneira nunca vista desde o fim da Guerra Fria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>9.<\/b>\u00a0Em uma sociedade onde as drogas s\u00e3o legais, o n\u00famero de v\u00edtimas inocentes produzidas pelo consumo e venda de entorpecentes seria reduzido substancialmente. Grande quantidade de pessoas que nunca consumiram essas subst\u00e2ncias ou que n\u00e3o est\u00e3o relacionadas com essa atividade se veem prejudicadas ou perdem a vida devido as &#8220;externalidades&#8221; da guerra contra as drogas: viol\u00eancia urbana, abusos policiais, confiscos de propriedades, revistas e buscas equivocadas, entre muitos outros casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>10.<\/b>\u00a0A legaliza\u00e7\u00e3o conduzir\u00e1 a sociedade a aprender a conviver com as drogas, tal e como tem feito com outras subst\u00e2ncias como o \u00e1lcool e o cigarro. O processo de aprendizagem social \u00e9 extremamente valioso para poder diminuir e internalizar os efeitos negativos que derivam do consumo e abuso de certas subst\u00e2ncias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NOTAS<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">Juan Carlos Hidalgo \u00e9 o analista pol\u00edtico para a Am\u00e9rica Latina do Center for Global Liberty and Prosperity. Escreve frequentemente para os jornais americanos International New York Times, Miami Herald, Forbes, Huffington Post, New York Post, El Pa\u00eds (Espanha), La Naci\u00f3n (Argentina), El Tiempo (Col\u00f4mbia), El Universal (M\u00e9xico), El Comercio (Per\u00fa), e El Mercurio (Chile). Atua como comentarista recorrente nos canais BBC News, CNN en Espa\u00f1ol, Univisi\u00f3n, Telemundo, Voice of America, Al Jazeera e Bloomberg TV.<\/li>\n<\/ol>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[136,129],"tags":[],"class_list":["post-6772","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-informes-toxicomanias-pt-br","category-observatorios-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6772","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6772"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6772\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6772"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6772"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6772"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}