{"id":6774,"date":"2016-06-22T14:06:19","date_gmt":"2016-06-22T17:06:19","guid":{"rendered":"https:\/\/fapol.org\/blog\/segunda-conversacao-rua-relatorio-da-ebp-26-de-abril-de-2016\/"},"modified":"2016-06-22T14:06:19","modified_gmt":"2016-06-22T17:06:19","slug":"segunda-conversacao-rua-relatorio-da-ebp-26-de-abril-de-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/blog\/segunda-conversacao-rua-relatorio-da-ebp-26-de-abril-de-2016\/","title":{"rendered":"Segunda Conversa\u00e7\u00e3o RUA &#8211; Relat\u00f3rio da EBP 26 de abril de 2016"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><div class=\"autor\" style=\"text-align: justify;\">Por <strong>Ana Lydia Santiago<\/strong><\/div>\n<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conversa\u00e7\u00e3o RUA<br \/>\nX Congresso da AMP, em 26\/04\/2016<br \/>\nAs P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00f5es, a extens\u00e3o universit\u00e1ria e a Orienta\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pergunta introduzida por Freud sobre as rela\u00e7\u00f5es entre a psican\u00e1lise e a universidade \u2013\u00a0<i>Deve-se ensinar a psican\u00e1lise na universidade? \u2013\u00a0<\/i>tornou-se, com o passar dos anos, uma quest\u00e3o relativamente sup\u00e9rflua. Isto porque a psican\u00e1lise conquistou, ao longo dos \u00faltimos tempos, de um modo nada est\u00e1vel, \u00e9 verdade, um lugar efetivo em alguns espa\u00e7os universit\u00e1rios. Ainda inspirado nesta discuss\u00e3o proposta por Freud, a quest\u00e3o a ser formulada, a meu ver, \u00e9 a seguinte: em que medida o psicanalista pode lan\u00e7ar m\u00e3o do saber anal\u00edtico, nesses espa\u00e7os, de forma a contribuir para o avan\u00e7o da psican\u00e1lise. Ao introduzir esse ponto, n\u00e3o se desconhece de modo algum o fato fundamental de que a responsabilidade pela forma\u00e7\u00e3o do analista compete a Escola de Lacan e, sobretudo, quando refor\u00e7a o que se extrai de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia da an\u00e1lise[1].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Universidade e contribui\u00e7\u00e3o da psican\u00e1lise<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Destaca-se, portanto, que esta contribui\u00e7\u00e3o do ensino da psican\u00e1lise na Universidade se faz, a meu ver, segundo dois aspectos relativos ao saber textual do analista: de um lado, a dimens\u00e3o propriamente epist\u00eamica que consiste no que usualmente tratamos como as conex\u00f5es da psican\u00e1lise com outros campos do saber; de outro, um\u00a0<i>saber-fazer<\/i>\u00a0que tem rela\u00e7\u00e3o direta com a pr\u00e1tica cl\u00ednica propriamente dita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prop\u00f3sito deste primeiro aspecto, deve-se observar a distin\u00e7\u00e3o entre Freud e Lacan no que concerne ao valor das conex\u00f5es. Em Freud, n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil descrever a exuber\u00e2ncia das conex\u00f5es aferentes e eferentes da psican\u00e1lise, como \u00e9 o caso da literatura, hist\u00f3ria da humanidade, hist\u00f3ria das religi\u00f5es, mitologia, antropologia e filosofia, entre outros. Em Lacan, a psican\u00e1lise continuou a assumir a extens\u00e3o desses dom\u00ednios, com a diferen\u00e7a, como observa J.-A. Miller, que aquilo que eram efeitos de resson\u00e2ncia transformou-se em conex\u00f5es propriamente ditas[2]. Ou seja, diferentemente de Freud, Lacan passa das refer\u00eancias, dos exemplos emprestados, \u00e0s disciplinas e as conex\u00f5es como tais, integrando-as diretamente na pr\u00f3pria elabora\u00e7\u00e3o do saber anal\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que o ambiente universit\u00e1rio mostra-se extremamente prop\u00edcio ao estudo mais sistem\u00e1tico das rela\u00e7\u00e3o entre o corpo conceitual da psican\u00e1lise e suas conex\u00f5es com outros dom\u00ednio do saber. Afirma-se isto, principalmente, ao se considerar o quanto o emprego destas conex\u00f5es se aprofunda e se complexifica ao longo do ensino de Lacan. Tais disciplinas conexas gravitam em torno de quatro eixos: (1) hist\u00f3ria \u2013 da linguagem, da arte, das religi\u00f5es; (2) etnologia; (3) lingu\u00edstica, fatos de linguagem enumerados, mas tamb\u00e9m uma refer\u00eancia propriamente \u00e0 lingu\u00edstica; e (4) a l\u00f3gica matem\u00e1tica e as matem\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Miller sustenta a seguinte tese: se a psican\u00e1lise, desde os seus prim\u00f3rdios se exprime marcada por essa gama variada de conex\u00f5es, cujo apogeu aparece no interior do momento mais cl\u00e1ssico do ensino de Lacan, o \u00faltimo ensino, por sua vez, se encaminha para a quase erradica\u00e7\u00e3o destas conex\u00f5es. [<i>ver Esquema abaixo<\/i>] N\u00e3o se pretende no \u00e2mbito desta interven\u00e7\u00e3o entrar no exame do modo como Lacan, em seu ultim\u00edssimo ensino, corta progressivamente com as conex\u00f5es da psican\u00e1lise. Sugere-se apenas que esta hip\u00f3tese da supress\u00e3o das conex\u00f5es aponta para o princ\u00edpio do\u00a0<i>primado da pr\u00e1tica anal\u00edtica[3].\u00a0<\/i>Diante disto, passa-se para o nosso segundo aspecto, talvez mais desafiador, a saber: o ensino da psican\u00e1lise na Universidade pode estar aberto \u00e0 pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>A extens\u00e3o universit\u00e1ria perme\u00e1vel \u00e0 pr\u00e1tica cl\u00ednica<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Indaga-se, a esse respeito, sobre as raz\u00f5es que teriam conduzido Freud a afirmar de que a universidade\u00a0<i>&#8220;s\u00f3 teria a ganhar com a inclus\u00e3o do ensino da psican\u00e1lise em seu curr\u00edculo&#8221;<\/i>, mas esse ensino,\u00a0<i>&#8220;somente poderia ser ministrado de forma dogm\u00e1tica, em aulas te\u00f3rica, pois quase n\u00e3o haveria oportunidade para experimentos ou demonstra\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas&#8221;<\/i>. Certamente, muitas iniciativas de ensino da psican\u00e1lise na Universidade contrap\u00f5em-se a esse ponto de vista. Em primeiro lugar, deve-se observar que o ensino te\u00f3rico da psican\u00e1lise na universidade acontece por conta e risco do respons\u00e1vel pela disciplina, cuja transmiss\u00e3o expressa sua pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o com a psican\u00e1lise. Com isto se quer dizer que \u00e9 menos a psican\u00e1lise do que o psicanalista que se faz presente nesta permeabilidade da Universidade \u00e0 pr\u00e1tica cl\u00ednica. Compreende-se, assim, que a pr\u00e1tica cl\u00ednica nesses espa\u00e7os depende do psicanalista em quest\u00e3o, ou seja, a aplica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica da psican\u00e1lise s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel por aquele que det\u00e9m os meios e fins da psican\u00e1lise<i>\u00a0em intens\u00e3o.<\/i>\u00a0Como salienta Lacan, na\u00a0<i>Proposi\u00e7\u00e3o,<\/i>\u00a0a psicanalise em\u00a0<i>intens\u00e3o\u00a0<\/i>\u00e9 o que prepara operadores para a psican\u00e1lise em\u00a0<i>extens\u00e3o,<\/i>\u00a0cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a de marcar a presen\u00e7a da psican\u00e1lise no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concebe-se a extens\u00e3o como o que permite mostrar as a\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas do psicanalista em campos diversos onde \u00e9 poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o terap\u00eautica da psican\u00e1lise. As a\u00e7\u00f5es do psicanalista visam, essencialmente, nestes espa\u00e7os, a captar o real a que as formas do discurso do mestre est\u00e3o confrontadas em seu esfor\u00e7o de normatiza\u00e7\u00e3o[4]. A meu ver, esse ponto de real sobressai da pr\u00f3pria norma e procura-lo a partir do que gera mal-estar no seio da institui\u00e7\u00e3o \u00e9 o que pode tocar algo da ordem do mais-gozar. Assim, nas institui\u00e7\u00f5es, visa-se incidir sobre as formas sintom\u00e1ticas que se manifestam em crian\u00e7as e jovens durante a trajet\u00f3ria deles em institui\u00e7\u00f5es, e em profissionais, na rela\u00e7\u00e3o deles com o grupo ou com o trabalho que realizam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 fundamental considerar, no \u00e2mbito da extens\u00e3o, os psicanalistas\u00a0<i>&#8220;como um objeto n\u00f4made e a psican\u00e1lise como uma instala\u00e7\u00e3o port\u00e1til, suscet\u00edvel de se deslocar para novos contextos e, em particular, para as institui\u00e7\u00f5es&#8221;<b>[5]<\/b><\/i>, que segundo designa\u00e7\u00e3o de Miller, trata-se do\u00a0<i>Lugar Alfa<\/i>. \u00c9 nestas circunstancias que pode acontecer o encontro de um sujeito com um psicanalista, que tenta provocar a emerg\u00eancia de um novo saber relativo ao inconsciente, que favore\u00e7a a reconex\u00e3o com a realidade social. Pode ser que surja algo novo, no ponto em que, antes, havia um imposs\u00edvel de se dizer ou uma resposta sintom\u00e1tica que, para se expressar, engendrou uma barreira que promove exclus\u00e3o. Tal encontro \u00e9 aferido por seus efeitos, testemunhados por crian\u00e7as, jovens e profissionais que trabalham nestas institui\u00e7\u00f5es.\u00a0<i>&#8220;Os efeitos psicanal\u00edticos propriamente ditos se produzem no seio de contextos institucionais, n\u00e3o importando o quanto esses contextos autorizem a instala\u00e7\u00e3o de um lugar anal\u00edtico&#8221;<b>[6]<\/b><\/i>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>A pr\u00e1tica cl\u00ednica diante do culto da utilidade direta<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;<i>\u00c9 preciso que a psican\u00e1lise estabele\u00e7a uma alian\u00e7a inteiramente nova com sua forma que se chama &#8216;aplicada'&#8221;<\/i>, afirma Miller. Tal alian\u00e7a implica a considera\u00e7\u00e3o de que o &#8220;deus&#8221; dos tempos modernos \u00e9\u00a0<i>&#8220;a utilidade direta&#8221;.\u00a0<\/i>Assim, em face de cada objeto\/fato novo, pergunta-se logo:\u00a0<i>&#8220;Para que serve?&#8221;<\/i>\u00a0A ess\u00eancia de tudo, mas tamb\u00e9m a causa que justifica sua exist\u00eancia, \u00e9, pois, o uso imediato. Ao lidar com as coisas para al\u00e9m do crit\u00e9rio da utilidade, a psican\u00e1lise faz valer o campo do gozo, do in\u00fatil, do que n\u00e3o serve para nada. Este \u00e9 o desafio com o qual o ensino da psican\u00e1lise na Universidade perme\u00e1vel \u00e0 pr\u00e1tica cl\u00ednica confronta-se cotidianamente. Prop\u00f5e-se, assim, que um tal pr\u00e1tica saiba interrogar o psicanalista, apert\u00e1-lo para que declare suas raz\u00f5es nesse mundo obstinado pelo culto da utilidade direta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Introduzir essa muta\u00e7\u00e3o na sua forma de aplica\u00e7\u00e3o exige que a psican\u00e1lise se lance no terreno dos sintomas contempor\u00e2neos, em que esse para al\u00e9m da utilidade se faz presente de modo determinante. Diante disso, imp\u00f5em-se prud\u00eancia e aud\u00e1cia. Os instrumentos, o saber e o real transist\u00f3rico da psican\u00e1lise n\u00e3o ser\u00e3o modificados por essa muta\u00e7\u00e3o. Ao contr\u00e1rio, caso a pr\u00e1tica anal\u00edtica se mostre capaz de apreender a l\u00f3gica dos sintomas e dos modos de gozo do\u00a0<i>falasser\u00a0<\/i>na atualidade, tais fatores ser\u00e3o salvos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os psicanalistas de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana chamam para si a instiga\u00e7\u00e3o resultante do fato de privilegiarem o real dos sintomas e, com essa refer\u00eancia, desconcertarem o ambiente institucional delimitado por normas e pr\u00e1ticas simb\u00f3licas consolidadas, para inclu\u00edrem, de outra forma, o irreconcili\u00e1vel do que perturba, pois este constitui, igualmente, o mais singular de cada sujeito. Os universit\u00e1rios que participam da pesquisa\/interven\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o indiferentes aos efeitos da interven\u00e7\u00e3o produzidos sobre os sujeitos implicados na pesquisa e tamb\u00e9m sobre eles mesmos na pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o com a psican\u00e1lise. Eis o que testemunha um deles, ao final do trabalho em uma institui\u00e7\u00e3o escolar:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><i>&#8220;Hoje foi o \u00faltimo dia da minha primeira conversa\u00e7\u00e3o pelo Nipse. Adorei a experi\u00eancia e fiquei impressionada com a efic\u00e1cia desse m\u00e9todo em descortinar o inc\u00f4modo e colocar todo mundo em movimento. Trabalho vivo de muita produ\u00e7\u00e3o e acontecimentos! Agrade\u00e7o imensamente (&#8230;) pela oportunidade!&#8221;<\/i>[7]<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A extens\u00e3o universit\u00e1ria de orienta\u00e7\u00e3o lacaniana se delimita, portanto, como pesquisa\/interven\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 fundamentada na Cl\u00ednica Pragm\u00e1tica, pratica da psican\u00e1lise aplicada[8]. Busca instituir, em institui\u00e7\u00f5es, um lugar de palavra, que visa, n\u00e3o a constatar sintomas, mas a produzir um encontro pontual do sujeito com o analista, que, nesse contexto, deve se revelarcapaz de engendrar arranjos originais e de ser fonte de respostas que modifiquem impasses iniciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">NOTAS<\/p>\n<ol>\n<li style=\"text-align: justify;\">LACAN, J. Talvez em Vincennes&#8230; [1975]. In\u00a0<i>Outros Escritos,\u00a0<\/i>Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. p. 316.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">MILLER, J.-A. Psican\u00e1lise e conex\u00f5es [2007]. In:\u00a0<i>Op\u00e7\u00e3o Lacaniana<\/i>, n\u00ba 52.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">LLER, J.-A.\u00a0<i>El<\/i>\u00a0ultim\u00edsimo\u00a0<i>Lacan<\/i>, Buenos Aires: Paid\u00f3s, 2013.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Orienta\u00e7\u00e3o de \u00c9ric Laurent para o trabalho do CIEN, que prop\u00f5e aos Laborat\u00f3rios cogitar o ponto de contato do discurso anal\u00edtico com o discurso do mestre.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">MILLER, Jacques-Alain. Rumo ao Pipol 4.\u00a0<i>Correio,<\/i>\u00a0revista da Escola Brasileira de Psican\u00e1lise, S\u00e3o Paulo, n, 60, p. 9, s.d.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\"><i>Ibid<\/i>. p. 11.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">Jovem participante do N\u00facleo Interdisciplinar de Pesquisa em Psican\u00e1lise e Educa\u00e7\u00e3o &#8211; NIPSE, que integrou equipe de pesquisa\/interven\u00e7\u00e3o realizada no 2\u00ba semestre de 2015.<\/li>\n<li style=\"text-align: justify;\">A Cl\u00ednica Pragm\u00e1tica consiste na aplica\u00e7\u00e3o de referenciais derivados da no\u00e7\u00e3o de &#8220;psicose ordin\u00e1ria&#8221; formulada por Jaques-Alain Miller, para designar toda uma categoria de sujeitos que, sem o apoio do significante do Nome-do-Pai, encontram um modo de enlace sintom\u00e1tico singular para se manter bem. Essa no\u00e7\u00e3o, extra\u00edda da fase final do ensino de Jacques Lacan para a abordagem de novas formas de sintoma, enfatiza o funcionamento e n\u00e3o, a falta. Assim, a Cl\u00ednica Pragm\u00e1tica visa mais \u00e0 supl\u00eancia que \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o. Privilegia o anodamento e todos os recursos do n\u00f3, do furo e do corte. Essa cl\u00ednica torna-se capaz de demonstrar a fun\u00e7\u00e3o inventiva do sintoma, pois, embora mantenha a tend\u00eancia natural do psicoterapeuta \u00e0 cura e \u00e0 repara\u00e7\u00e3o, sua pr\u00e1tica, se funda na separa\u00e7\u00e3o e na supl\u00eancia, o que, na perspectiva da aten\u00e7\u00e3o a novas formas cl\u00ednicas, se apresenta como algo inusitado. A respeito ver: SANTIAGO, Ana Lydia. Efeitos da Apresenta\u00e7\u00e3o de pacientes frente \u00e0s exig\u00eancias do mestre contempor\u00e2neo.In\u00a0<i>Curinga<\/i>, n, 29, p. 135-148, dez\/2009.<\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[125,126],"tags":[],"class_list":["post-6774","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-informes-rua-pt-br","category-redes-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6774","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6774"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6774\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6774"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6774"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6774"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}