{"id":7431,"date":"2026-01-15T18:10:27","date_gmt":"2026-01-15T21:10:27","guid":{"rendered":"https:\/\/fapol.org\/blog\/lq-2026\/"},"modified":"2026-01-18T12:34:32","modified_gmt":"2026-01-18T15:34:32","slug":"lq-06-eric-laurent","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/blog\/lq-06-eric-laurent\/","title":{"rendered":"LQ  n\u00ba 6 &#8211; \u00a0A IA e o sujeito da ci\u00eancia, por \u00c9ric Laurent"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container has-pattern-background has-mask-background nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><h3 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff6600;\"><em>A IA e o sujeito da ci\u00eancia<\/em><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: center; font-size: 18px;\"><em>\u00c9ric Laurent\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua entrevista com Jacques-Alain Miller, N* destaca que a FondaMental cita um estudo de 2017 que afirma que seus centros especializados poderiam economizar 18 bilh\u00f5es em interna\u00e7\u00f5es hospitalares[1]. Eles n\u00e3o podem fazer tudo. Eis um exemplo cl\u00ednico que os entusiastas das\u00a0s\u00e9ries estat\u00edsticas n\u00e3o apreciam.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Trata-se de uma mulher que hoje tem cerca de trinta anos. Na inf\u00e2ncia, ela era tomada por uma ang\u00fastia invasiva. Seus pais, atentos, levaram-na para se consultar. Primeiro, ela\u00a0primeiro\u00a0se encontrou com psic\u00f3logos, depois com psiquiatras. Na adolesc\u00eancia, seus transtornos ansiosos evolu\u00edram para transtornos de humor, inicialmente depressivos, seguidos de momentos de exalta\u00e7\u00e3o. Assim que p\u00f4de, ela passou a se automedicar consumindo cannabis. Ao longo de seus vinte anos, os transtornos de humor se concentraram nos encontros e nos fracassos<strong>\u00a0<\/strong>amorosos. Ela consultou diferentes psiquiatras particulares, sem criar grande v\u00ednculo com eles. A psiquiatra que conseguiu acompanh\u00e1-la por mais tempo lhe deu um diagn\u00f3stico: bipolar. Ela se mostrou reticente em seguir o tratamento indicado e questionou o diagn\u00f3stico. Ela ouviu falar da exist\u00eancia dos centros especializados. Inscreveu-se. A espera foi longa. Em seguida, foi atendida durante um ano e meio antes de receber um diagn\u00f3stico final. As convoca\u00e7\u00f5es eram espa\u00e7adas por v\u00e1rios meses e cada exame durava v\u00e1rios dias. Finalmente, ela recebeu o diagn\u00f3stico, que era negativo. Ela n\u00e3o era bipolar; tratava-se de uma psicose can\u00e1bica. O tratamento \u00e9 suspendido. O diagn\u00f3stico n\u00e3o a satisfaz. Ela se fechou em seu quarto e continuou a fazer pesquisas na internet, ao mesmo tempo em que seguia se acalmando com cannabis. Ela se autodiagnosticou em um momento de euforia. A paz encontrada nessa certeza durou pouco. Seus tormentos amorosos continuaram a dilacer\u00e1-la. Diante de uma janela aberta, ela grita em desespero. Diante da amea\u00e7a de suic\u00eddio, anunciada por seus gritos, um familiar chama os bombeiros. Ela \u00e9 hospitalizada pela primeira vez, pouco mais de dois anos depois de ter frequentado o centro especializado. O sujeito talvez n\u00e3o seja bipolar, mas o tratamento indicado, na urg\u00eancia da amea\u00e7a de passagem ao ato, \u00e9 aquele que se d\u00e1 a sujeitos que o s\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fratura entre os centros especializados orientados pela ci\u00eancia pura e a pragm\u00e1tica dos praticantes \u00e9 patente. A oposi\u00e7\u00e3o entre o diagn\u00f3stico estabelecido em um instante <em>t<\/em> e a evolu\u00e7\u00e3o do sujeito em uma dire\u00e7\u00e3o que a comorbidade m\u00faltipla torna imprevis\u00edvel \u00e9 flagrante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fratura epist\u00eamica global e a particularidade francesa<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse exemplo cl\u00ednico n\u00e3o tem nada de estranho. Muitos outros poderiam ser acrescentados. Eles testemunham a fratura entre a m\u00e1quina de diagn\u00f3sticos precisos que o centro especializado pretende ser e a realidade cl\u00ednica m\u00f3vel com a qual se confrontam os praticantes que acompanham os pacientes a longo prazo. Essa fratura n\u00e3o \u00e9 apenas francesa. Ela caracteriza o estado atual da psiquiatria mundial: a fratura entre a ci\u00eancia e as classifica\u00e7\u00f5es psicopatol\u00f3gicas admitidas pelos praticantes veio a p\u00fablico com a publica\u00e7\u00e3o do DSM-5, em 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 por isso que o National Institute of Mental Health (NIMH, \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade americano) lan\u00e7ou, a partir de 2010, um projeto muito diferente: o <em>Research Domain Criteria<\/em> (RDoC), visando reunir tudo o que foi objetivamente estabelecido no campo da psicopatologia para definir novos crit\u00e9rios \u2013 coleta de dados em neuroimagem, prov\u00e1veis marcadores gen\u00e9ticos, altera\u00e7\u00f5es das fun\u00e7\u00f5es cognitivas e dos circuitos neurol\u00f3gicos no triplo registro da cogni\u00e7\u00e3o, das emo\u00e7\u00f5es e dos comportamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por ocasi\u00e3o do d\u00e9cimo anivers\u00e1rio da ado\u00e7\u00e3o do RDoC, em setembro de 2020, o ent\u00e3o diretor do NIMH manifestou sua inten\u00e7\u00e3o de apoiar-se mais amplamente no digital[2]. Em agosto de 2023, ele anunciou uma nova <em>iniciativa<\/em>[3], que pretende utilizar a intelig\u00eancia artificial (IA) para tratar os dados oriundos de fen\u00f3tipos individuais de pessoas que sofrem de transtornos mentais. Desde ent\u00e3o, as dire\u00e7\u00f5es do NIMH n\u00e3o duram mais de um ano[4]. H\u00e1 uma crise diante dos poucos resultados desse enorme esfor\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto franc\u00eas <em>French Minds<\/em>, conduzido pela funda\u00e7\u00e3o FondaMental, \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o, no contexto franc\u00eas, do projeto de pesquisa do NIMH. A centraliza\u00e7\u00e3o francesa, com a unicidade do sistema de sa\u00fade que a caracteriza, permite visar o franqueamento de um passo que n\u00e3o \u00e9 dado nos Estados Unidos, onde reina a multiplicidade. A pesquisa se afirma como terceiro e \u00faltimo recurso no interior do dispositivo hospitalar-universit\u00e1rio, apesar da inexist\u00eancia de resultados probat\u00f3rios da pesquisa no campo terap\u00eautico. Esse passo consiste em afirmar que a pesquisa teria avan\u00e7ado o suficiente para isolar os <em>quase<\/em> marcadores biol\u00f3gicos para um certo n\u00famero de patologias nas quais a promessa cient\u00edfica seria a mais sedutora: transtornos bipolares, esquizofrenias, depress\u00f5es resistentes e transtornos do espectro do autismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Charlotte Voix exp\u00f4s de maneira detalhada o recurso \u00e0 IA implementado no projeto <em>French Minds<\/em>[5]. Esse recurso tamb\u00e9m evidencia a contradi\u00e7\u00e3o no cerne do projeto entre, de um lado, a essencializa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica dos diagn\u00f3sticos e, de outro, a considera\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o de fatores cada vez mais numerosos, das correla\u00e7\u00f5es flutuantes entre as dimens\u00f5es e as \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 varia\u00e7\u00f5es \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 de \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 intensidade dos fen\u00f4menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A l\u00f3gica das classes e o sujeito da ci\u00eancia<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria (APA) colocou em pr\u00e1tica, para o DSM-6, um projeto destinado a articular as categorias cl\u00ednicas do DSM com os novos agrupamentos operados pelos RDoC[6]. Mas uma grande diferen\u00e7a se destaca em rela\u00e7\u00e3o ao NIMH. Os praticantes devem assumir a dimens\u00e3o cultural e subjetiva do sintoma. Este deve ser tratado de acordo com os valores da comunidade de refer\u00eancia de cada um[7].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por um lado, a sociologiza\u00e7\u00e3o da psiquiatria \u00e9 o correlato inevit\u00e1vel do desinteresse pela palavra dos sujeitos. Por outro, aquilo que diz respeito \u00e0 particularidade \u00e9 remetido \u00e0 chamada <em>medicina de precis\u00e3o<\/em>, centrada nas caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas e epigen\u00e9ticas de cada um. Ela visa apenas precisar agrupamentos de classes cada vez mais rigorosamente definidos[8]. Cada um \u00e9 capturado em um n\u00edvel de classifica\u00e7\u00e3o no<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">qual vem se recobrir, de modo homot\u00e9tico, as classes biol\u00f3gicas e as classes sociol\u00f3gicas. A l\u00f3gica das classes, no campo subjetivo, aprofunda as falhas. Trata-se de restaurar, nesse campo, aquilo que Lacan nomeou como sujeito comum \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 psican\u00e1lise, o sujeito do inconsciente, vazio fora de comunidade, que se inscreve em um discurso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A promessa da IA \u00e9 de substituir a ci\u00eancia pelo puro c\u00e1lculo para descobrir correla\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas nos dados gigantescos acumulados nas bases que a tecnologia torna poss\u00edveis. Trata-se de querer livrar-se da hist\u00f3ria. A ci\u00eancia f\u00edsica moderna nasceu a partir de experi\u00eancias do pensamento de Galileu e de Einstein, sem dispor, e por uma boa raz\u00e3o, de dado algum[9]. Esses dados vieram depois. Sonha-se que o entulho dos dados seja transformado em ouro pela magia da IA. Nesse entulho n\u00e3o se encontrar\u00e1 sen\u00e3o o esterco do res\u00edduo da teoria que n\u00e3o teve lugar, da letra que n\u00e3o veio \u00e0 luz. \u00c9 a nova leitura do aforismo joyciano: <em>letter = litter<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[1] \u00a0N*, \u201cPr\u00e9sentation de FondaMental\u201d, <em>L\u2019\u00c9cole D\u00e9bat<\/em>, n\u00b016, 23 de dezembro de 2025, dispon\u00edvel em org<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[2] Gordon J., \u201cEvolving RDoC Through Theory and Computation\u201d, 2020, dispon\u00edvel na internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[3] Gordon J., \u201cCelebrating NIMH\u2019s 75 years\u201d, NIMH 30 de agosto de 2023, dispon\u00edvel no site do NIMH.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[4] Lista dos diretores do NIMH em \u201cChronology of NIMH Directors\u201d, NIMH, dispon\u00edvel no site do NIMH.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[5] Voix C., \u201cLe programme de demain : data, pharma, IA\u201d, <em>L\u2019\u00c9cole D\u00e9bat<\/em>, n\u00b09, 16 de dezembro de 2025, dispon\u00edvel em lacanquotidien.org.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[6] First M. B., \u201cPr\u00e9sentation des maladies mentales\u201d, <em>Le Manuel MSD<\/em>, outubro de 2024, dispon\u00edvel na internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[7] Cf. <em>publications du DSM-6 Steering committee<\/em> no site da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Psiquiatria (psychiatry.org).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[8]\u00a0 Cf. Briffault X., \u201cIA et psychiatrie : l\u2019avenir d\u2019une illusion\u201d, entrevista com D. Guyonnet &amp; C. Leduc, <em>Studio Lacan<\/em>, 15 de dezembro de 2025, dispon\u00edvel no canal do YouTube Lacan Web T\u00e9l\u00e9vision.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[9] \u00a0Como \u00c9tienne Klein enfatizou veementemente, existem m\u00faltiplas oportunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">12\/01\/2026<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-image-element \" style=\"text-align:center;--awb-caption-title-font-family:var(--h2_typography-font-family);--awb-caption-title-font-weight:var(--h2_typography-font-weight);--awb-caption-title-font-style:var(--h2_typography-font-style);--awb-caption-title-size:var(--h2_typography-font-size);--awb-caption-title-transform:var(--h2_typography-text-transform);--awb-caption-title-line-height:var(--h2_typography-line-height);--awb-caption-title-letter-spacing:var(--h2_typography-letter-spacing);\"><span class=\" fusion-imageframe imageframe-none imageframe-1 hover-type-none\"><img decoding=\"async\" width=\"98\" height=\"150\" title=\"unnamed\" src=\"https:\/\/fapol.org\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed.png\" alt class=\"img-responsive wp-image-7474\"\/><\/span><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\"><p>Tradu\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o:<br \/>\n<strong>Helo\u00edsa Bed\u00ea e Gustavo Ramos<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":7465,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[144],"tags":[],"class_list":["post-7431","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-lq-2026-pt-br"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7431","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7431"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7431\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7524,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7431\/revisions\/7524"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7465"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7431"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7431"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7431"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}