{"id":7448,"date":"2026-01-15T20:26:21","date_gmt":"2026-01-15T23:26:21","guid":{"rendered":"https:\/\/fapol.org\/blog\/lq-08-jean-claude-maleval\/"},"modified":"2026-01-18T12:34:18","modified_gmt":"2026-01-18T15:34:18","slug":"lq-08-jean-claude-maleval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/blog\/lq-08-jean-claude-maleval\/","title":{"rendered":"LQ  n\u00ba 8 &#8211; A psiquiatria de precis\u00e3o n\u00e3o passa de uma promessa, por Jean-Claude Maleval"},"content":{"rendered":"<div class=\"fusion-fullwidth fullwidth-box fusion-builder-row-1 fusion-flex-container has-pattern-background has-mask-background nonhundred-percent-fullwidth non-hundred-percent-height-scrolling\" style=\"--awb-border-radius-top-left:0px;--awb-border-radius-top-right:0px;--awb-border-radius-bottom-right:0px;--awb-border-radius-bottom-left:0px;--awb-flex-wrap:wrap;\" ><div class=\"fusion-builder-row fusion-row fusion-flex-align-items-flex-start fusion-flex-content-wrap\" style=\"max-width:1248px;margin-left: calc(-4% \/ 2 );margin-right: calc(-4% \/ 2 );\"><div class=\"fusion-layout-column fusion_builder_column fusion-builder-column-0 fusion_builder_column_1_1 1_1 fusion-flex-column\" style=\"--awb-bg-size:cover;--awb-width-large:100%;--awb-margin-top-large:0px;--awb-spacing-right-large:1.92%;--awb-margin-bottom-large:20px;--awb-spacing-left-large:1.92%;--awb-width-medium:100%;--awb-order-medium:0;--awb-spacing-right-medium:1.92%;--awb-spacing-left-medium:1.92%;--awb-width-small:100%;--awb-order-small:0;--awb-spacing-right-small:1.92%;--awb-spacing-left-small:1.92%;\"><div class=\"fusion-column-wrapper fusion-column-has-shadow fusion-flex-justify-content-flex-start fusion-content-layout-column\"><div class=\"fusion-text fusion-text-1\"><h3 style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"font-size: 35px; background-color: rgba(0, 0, 0, 0); color: #ff6600;\">A psiquiatria de precis\u00e3o n\u00e3o passa de uma promessa<\/span><\/em><\/h3>\n<p style=\"text-align: center; font-size: 18px;\"><em>Jean-Claude Maleval<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A FondaMental se desenvolve com base na hip\u00f3tese de que a psiquiatria de precis\u00e3o constituiria o futuro da psiquiatria \u2013 ao mesmo tempo em que sugere aos decisores que ela j\u00e1 seria o presente. Ela se constr\u00f3i, nos anos 2010, sobre as ru\u00ednas dos DSM, cujas categorias cl\u00ednicas, segundo ela, constituem um entrave \u00e0 pesquisa sobre os transtornos mentais. Os diagn\u00f3sticos comportamentais, fundados na contagem de sintomas, negligenciam as estruturas subjetivas e engendraram categorias n\u00e3o v\u00e1lidas, sobrepostas, geradoras de limiares arbitr\u00e1rios e incapazes de apontar mecanismos etiopatog\u00eanicos precisos. Os pesquisadores em psiquiatria de precis\u00e3o responsabilizam as categorias dos DSM pelo fato constat\u00e1vel de que os progressos das neuroci\u00eancias ainda n\u00e3o beneficiaram os pacientes psiqui\u00e1tricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O futuro da psiquiatria?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sintagma <em>psiquiatria de precis\u00e3o<\/em> foi cunhado por Eduard Vieta em 2015, mas o conceito foi produzido por Thomas Insel, diretor do <em>National Institute of Mental Health<\/em> (NIMH) norte-americano entre 2002 e 2015. O termo <em>precis\u00e3o<\/em>refere-se \u00e0 medida cuja exatid\u00e3o esperada poderia permitir, no futuro, uma personaliza\u00e7\u00e3o da abordagem. J\u00e1 em 2010, T. Insel lan\u00e7a o projeto <em>Research Domain Criteria<\/em> (RDoC), cujo objetivo \u00faltimo \u00e9 a medicina de precis\u00e3o em psiquiatria. Ele prop\u00f5e desenvolver nosologias psiqui\u00e1tricas fundadas nas neuroci\u00eancias e nas ci\u00eancias comportamentais, ao inv\u00e9s dafenomenologia descritiva. Estas se baseariam em dimens\u00f5es observ\u00e1veis do comportamento e em medidas neurobiol\u00f3gicas associadas. Essas dimens\u00f5es, como a anedonia, as anomalias sensoriais, a impulsividade, os comportamentos suicidas etc., s\u00e3o transnosogr\u00e1ficas, presentes em diferentes patologias, e tudo repousa sobre a suposi\u00e7\u00e3o de que seus mecanismos etiol\u00f3gicos espec\u00edficos seriam mais facilmente identific\u00e1veis. Trata-se, essencialmente, de evidenciar as conex\u00f5es entre d\u00e9ficits funcionais e circuitos neuronais an\u00f4malos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao confiar aos algoritmos de intelig\u00eancia artificial a coleta de megadados pr\u00f3prios a uma pessoa afetada por um d\u00e9ficit funcional, o(s) circuito(s) neuronal(is) associado(s) a esse d\u00e9ficit deveriam poder ser identificados, os subgrupos biologicamente homog\u00eaneos deveriam emergir, permitindo posteriormente uma interven\u00e7\u00e3o r\u00e1pida sobre o transtorno por meio do medicamento apropriado. A psiquiatria de precis\u00e3o \u00e9 contempor\u00e2nea do aumento da pot\u00eancia de c\u00e1lculo dos computadores. Trata-se de tentar explorar perspectivas oriundas de trabalhos interdisciplinares entre matem\u00e1ticos, f\u00edsicos, bi\u00f3logos e cl\u00ednicos, a fim de alcan\u00e7ar uma compreens\u00e3o integrativa dos transtornos mentais, mas postulando que eles s\u00e3o redut\u00edveis aos transtornos cerebrais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prud\u00eancia de T. Insel raramente \u00e9 compartilhada por aqueles que o seguiram: \u201cN\u00e3o se trata de um projeto de curto prazo\u201d, afirma ele em 2014. \u201cOs problemas s\u00e3o complexos e nossas ferramentas ainda s\u00e3o rudimentares\u201d[1]. Esquece-se com frequ\u00eancia que ele acrescenta: \u201cesses dom\u00ednios e n\u00edveis de an\u00e1lise n\u00e3o representam a totalidade da psicopatologia; eles constituem um ponto de partida. Eles ainda n\u00e3o integram o papel crucial do desenvolvimento, das exposi\u00e7\u00f5es ambientais nem da evolu\u00e7\u00e3o da psicopatologia ao longo do tempo\u201d[2].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Obje\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o numerosas as obje\u00e7\u00f5es feitas ao modelo reducionista da psiquiatria de precis\u00e3o. Evidentemente, ela negligencia a exist\u00eancia, bem estabelecida, de uma forte correla\u00e7\u00e3o entre a situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica desfavor\u00e1vel de uma fam\u00edlia e o risco de transtornos mentais em crian\u00e7as e adolescentes \u2013 risco tr\u00eas vezes maior que a m\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Centrar a pesquisa em um circuito neuronal levanta grandes dificuldades. Em primeiro lugar, sua delimita\u00e7\u00e3o permanece sempre incerta, sabendo-se que o c\u00e9rebro compreende m\u00faltiplos n\u00edveis de arquitetura imbricados e paralelos: um mil\u00edmetro c\u00fabico de tecido cerebral cont\u00e9m ao menos 80.000 neur\u00f4nios e 4 milh\u00f5es de sinapses, al\u00e9m disso, um neur\u00f4nio, como uma c\u00e9lula piramidal, est\u00e1 conectado a dezenas de milhares de outras c\u00e9lulas. Ademais, est\u00e1 estabelecido que uma tarefa nunca ativa um \u00fanico circuito neuronal, e n\u00e3o existe nenhuma prova de que um transtorno mental esteja associado a um circuito \u00fanico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A importante neuroplasticidade se op\u00f5e \u00e0 ideia de uma forte correla\u00e7\u00e3o persistente entre as anomalias dos circuitos neuronais e os dados cl\u00ednicos. Em raz\u00e3o das remodela\u00e7\u00f5es constantes dos circuitos neuronais, suas capacidades s\u00e3o, na maior parte das vezes, provis\u00f3rias. Al\u00e9m disso, seus esquemas s\u00e3o influenciados pela respira\u00e7\u00e3o, pelo ritmo card\u00edaco, pelos movimentos da cabe\u00e7a, pela tarefa em execu\u00e7\u00e3o, por uma experi\u00eancia recente etc. Alguns estudos n\u00e3o conseguiram estabelecer correla\u00e7\u00f5es entre modifica\u00e7\u00f5es estruturais dessas redes e as caracter\u00edsticas cl\u00ednicas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em suma, tudo leva a supor que a \u201crepresenta\u00e7\u00e3o\u201d dos processos mentais em termos de biomarcadores \u00e9 reducionista, pobre, confusa e que sua pretens\u00e3o de revolucionar a psiquiatria \u00e9 desmedida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o est\u00e1 de modo algum exclu\u00eddo que a psiquiatria de precis\u00e3o permita a descoberta de mol\u00e9culas eficazes sobre d\u00e9ficits funcionais, mas esperar mais do que isso implica fechar os olhos para os limites de seus pressupostos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por mais poderosa que seja a capacidade de c\u00e1lculo, por mais rico que seja o material coletado, a psiquiatria de precis\u00e3o sempre falhar\u00e1 em apreender o princ\u00edpio organizador, ou desorganizador, de todos os dados reunidos, princ\u00edpio que conv\u00e9m situar naquilo que chamamos de <em>sujeito<\/em>. Todos os epistem\u00f3logos concordam em considerar que sua exclus\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o incontorn\u00e1vel para que a ci\u00eancia chegue a demonstra\u00e7\u00f5es rigorosas. \u00c9 imposs\u00edvel reduzir o sujeito a seus circuitos neuronais na medida em que ele reside precisamente naquilo que n\u00e3o cessa de modific\u00e1-los em fun\u00e7\u00e3o de suas experi\u00eancias. O sujeito desejante n\u00e3o \u00e9 uma m\u00f4nada biol\u00f3gica: mais adequada seria a imagem de um campo magn\u00e9tico mobilizado pelos objetos que nele transitam. Os objetos libidinais se op\u00f5em a uma abordagem puramente cerebral do sujeito, ao descomplet\u00e1-la.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A exclus\u00e3o do sujeito encontra eco na indecis\u00e3o dos pesquisadores quanto a saber se os circuitos neuronais identificados seriam causa ou consequ\u00eancia dos d\u00e9ficits funcionais. Em suma, tentar explicar o amor, a criatividade ou o sofrimento ps\u00edquico unicamente pela atividade cerebral faz desaparecer as dimens\u00f5es sociais, culturais e subjetivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A FondaMental n\u00e3o pode, de modo algum, garantir os procedimentos diagn\u00f3sticos operados pelos chamados centros especializados, uma vez que eles se baseiam essencialmente em recortes cl\u00ednicos oriundos dos DSM, ao passo que a psiquiatria de precis\u00e3o se constr\u00f3i sobre a recusa de sua validade. A funda\u00e7\u00e3o FondaMental afirma que seu projeto \u00e9 reformar o diagn\u00f3stico, o tratamento e o progn\u00f3stico dos transtornos mentais na Fran\u00e7a, o que implica uma cr\u00edtica do que se faz atualmente. Sendo assim, como poderia ela oferecer garantias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00e1ticas muito aqu\u00e9m da psiquiatria de precis\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A psiquiatria de precis\u00e3o visa tratar um circuito neuronal, n\u00e3o um sujeito. Caso ela viesse a se impor, como reagiria um paciente depressivo diante de um diagn\u00f3stico de \u201cdisfun\u00e7\u00e3o do circuito pr\u00e9-frontal-l\u00edmbico-tal\u00e2mico\u201d? O essencialismo cerebral tende a tornar as pessoas que sofrem de transtornos mentais mais pessimistas quanto \u00e0 sua capacidade de super\u00e1-los, enquanto os profissionais de sa\u00fade que aderem a essa abordagem demonstram menos empatia em rela\u00e7\u00e3o aos pacientes e superestimam sua periculosidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A afirma\u00e7\u00e3o de que bilh\u00f5es de euros poderiam ser economizados gra\u00e7as \u00e0sestrat\u00e9gias inovadoras de cuidadosdecorre mais de uma <em>ret\u00f3rica da promessa<\/em>[3] do que de uma argumenta\u00e7\u00e3o s\u00f3lida. O estudo de 2017, invocado a esse respeito pela FondaMental, \u00e9 contestado pela aus\u00eancia de grupo de controle, por seus vieses metodol\u00f3gicos e por sua utiliza\u00e7\u00e3o de uma \u00fanica patologia, a bipolaridade, para um amplo c\u00e1lculo econ\u00f4mico, de modo que os pr\u00f3prios autores reconhecem que a redu\u00e7\u00e3o das hospitaliza\u00e7\u00f5es n\u00e3o pode ser atribu\u00edda unicamente ao efeito dos centros especializados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, hoje \u00e9 manifesto que a qualidade do atendimento aos pacientes psiqui\u00e1tricos se deteriora, ao mesmo tempo em que cresce massivamente o financiamento de projetos mundiais de pesquisa sobre o c\u00e9rebro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o h\u00e1 motivo para contestar o interesse da psiquiatria de precis\u00e3o enquanto programa de pesquisa \u2013 ela certamente dar\u00e1 origem a alguns medicamentos ativos sobre aquilo que ela denominacomo \u201cd\u00e9ficits funcionais\u201d, o que n\u00e3o seria negligenci\u00e1vel. Mas sua pretens\u00e3o imperialista de impor um paradigma totalmente prescritivo \u00e0 psiquiatria \u00e9 inaceit\u00e1vel, por interm\u00e9dio de parlamentares seduzidos pelo cientificismo e mal-informados sobre debates complexos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______________________________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[1] Insel T. R., \u201cThe NIMH Research Domain Criteria (RDoC) Project. Precision Medicine for Psychiatry\u201d, <em>The American Journal of Psychiatry<\/em>, vol. 171, n\u00b04, abril de 2014, p. 397, dispon\u00edvel na internet, nossa tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[2] <em>Ibid.<\/em>, p. 396, nossa tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[3] Cf. Gonon F., Konsman J.-P. &amp; Boraud T., \u00ab Neurosciences et m\u00e9diatisation : entre argumentation de la preuve et rh\u00e9torique de la promesse \u00bb, <em>in<\/em> Chamak B. &amp; Moutaud B. (s\/dir.), <em>Neurosciences et soci\u00e9t\u00e9. Enjeux des savoirs et pratiques sur le cerveau<\/em>, Paris, Armand Colin, 2014, p. 142-171.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">14\/01\/2026<\/p>\n<\/div><div class=\"fusion-image-element \" style=\"text-align:center;--awb-caption-title-font-family:var(--h2_typography-font-family);--awb-caption-title-font-weight:var(--h2_typography-font-weight);--awb-caption-title-font-style:var(--h2_typography-font-style);--awb-caption-title-size:var(--h2_typography-font-size);--awb-caption-title-transform:var(--h2_typography-text-transform);--awb-caption-title-line-height:var(--h2_typography-line-height);--awb-caption-title-letter-spacing:var(--h2_typography-letter-spacing);\"><span class=\" fusion-imageframe imageframe-none imageframe-1 hover-type-none\"><img decoding=\"async\" width=\"98\" height=\"150\" title=\"unnamed\" src=\"https:\/\/fapol.org\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/unnamed.png\" alt class=\"img-responsive wp-image-7474\"\/><\/span><\/div><div class=\"fusion-text fusion-text-2\"><p>Tradu\u00e7\u00e3o e revis\u00e3o:<br \/>\n<strong>Helo\u00edsa Bed\u00ea e Gustavo Ramos<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div><\/div><\/div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":3,"featured_media":7465,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[82],"tags":[],"class_list":["post-7448","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-nao-categorizado"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7448","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7448"}],"version-history":[{"count":10,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7448\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7522,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7448\/revisions\/7522"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7465"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7448"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7448"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/fapol.org\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7448"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}