Project Description

Rede Cinema e Psicanálise – FAPOL

Atividade da EBP-Rio
07/2021

  • Filme: Pais e filhos
  • Direção: Hirokazu Koreeda
  • Título original: Soshite Chichi Ni Naru
  • Gênero: Drama
  • Ano: 2013
  • País de origem: Japão

Apresentação

O que é um pai? Que função tem a família para a criança? E o que faz ela com a família e a versão de pai que inventa?

A Rede Cinema e Psicanálise – FAPOL/EBP organizou a primeira atividade deste ano com um filme de Hirokazu Kore-eda, diretor conhecido por abordar frequentemente o tema da família e da paternidade em sua filmografia. Neste sentido, a escolha de Pais e Filhos (2013), para o dia 15 de julho, foi certeira e movimentou um rico debate como mostram os textos de Cristina Drummond, nossa convidada, e de Ana Beatriz Freire.

Ana Martha Maia e Ana Beatriz Freire

Comentários – Cristina Drummond

Podemos ler esse filme como uma interrogação de quem é o pai: o progenitor ou aquele que cuida e educa? Como a psicanálise pode nos ajudar a buscar respostas para essa pergunta? Numa narrativa delicada temos uma trama complexa entre tradição familiar, já que ele é contextualizado na cultura japonesa, e a interferência da ciência na paternidade e na reprodução humana.

O filme começa com a criança se nomeando e dizendo sua idade: Keita Nonomiya, seis anos. Estamos diante de um pequeno sujeito, rodeado por seus pais e bem representado pelos significantes que o situam em nosso universo simbólico. Ele está sendo avaliado para entrar na escola particular onde seu pai estudou. O pai diz que ele é um menino que se parece mais com a mãe, com temperamento calmo e bondoso com os outros. Um pouco decepcionante para esse pai que o queria mais competitivo, tal como ele mesmo se vê, e que enxerga a calma da criança como um defeito, um traço fora de suas expectativas.

Keita mente na avaliação ao dizer que seu pai o levou para acampar e soltar pipa nas férias e que sua mãe lhe preparou panquecas. O menino diz que foi a professora que o ensinou essa boa resposta. Somos apresentados inicialmente a uma versão do pai que se iguala à lei e que tem a fórmula de garantir o sucesso na vida do filho.

Ryota, pai de Keita, é arquiteto e em seu trabalho coloca uma família na maquete. A família é uma imagem que compõe o cenário do mundo bem desenhado e calculado. Enquanto ele se dedica muito, trabalhando inclusive aos domingos, o seu patrão lhe diz que sobra tempo para conviver com sua família. A questão do tempo e da imagem perpassam o filme em vários momentos, nos fazendo desdobrar suas dimensões para revelar o real ao qual elas respondem.

Ryota quer que o filho treine tocar piano todos os dias. Essa é sua fórmula de sucesso: dedicação total. Tal como ele diz: não tenho tempo para perder com fracassados. A mãe lhe diz que seu filho se esforça para agradá-lo, busca se identificar com o ideal paterno e nisso ele não tem limites.

Os pais recebem então um telefonema do hospital onde Keita nascera com a notícia de que seu filho havia sido trocado. O exame de sangue do menino não combinava com o dos pais e Ryota faz uma pergunta estranha: nem com o meu? Como se ele pudesse estar excluído mais uma vez do real da vida. A verdade, como diz o médico do hospital, será revelada através do exame de DNA. De que verdade ele estava falando? Que verdade é essa que a ciência pretende sustentar forcluindo, como Lacan nos diz, o sujeito?

Keita fotografa a comemoração por ter passado no exame e apenas de mãos dadas com os pais, no meio deles na cama, fala: os quatro. Conta de seu lugar enlaçado a eles, anseio de ser um sintoma daquele par parental.

Ryota diz que agora ele entende. O que exatamente ele fórmula com essa frase é a crença de que a subjetividade singular de seu filho, distinta da dele, possa ser inscrita em sua genética.

O pai reclama que a mulher escolheu um hospital de província para ter o filho. Ela diz que ela e os irmãos nasceram lá e que como ele não tinha tempo ela se sentia sozinha e pelo menos sua própria mãe podia ficar com ela. Ela afirma ao ver as fotos do filho bebê: sou a mãe. Lugar que ela não coloca em dúvida. O que ela evidencia o tempo todo é o lugar de devastação que seu marido ocupa para ela.

Há o encontro com o casal Saiki, pais biológicos de Keita. Trocam fotos e o pai mostra um vídeo de Ryusei brincando numa pescaria com os irmãos. Imagem viva, com som e movimento, muito diferente da imagem de menino perfeito que a foto de Keita retratava.

Midori, mãe de Keita diz que ficou muito doente e teve hemorragias depois do parto. O pai de Ryusei diz que escolheu o nome do filho porque ele nascera em um dia ensolarado, pictograma da escrita do nome. Experiências muito distintas do encontro com o objeto real que uma criança encarna.

O médico diz que na maioria dos casos como este os pais escolhem trocar os filhos e que isto deve ser feito o mais cedo possível, em dois meses. O pai de Ryusei diz que seus filhos estão sendo tratados como animais de estimação. O advogado do hospital estava estudando a situação. Além da ciência se recorre à ficção da lei para dar uma solução que cuide do futuro das crianças, reduzidas a objetos submetidos aos discursos que se dispõem a falar delas.

A avó paterna diante de um altar introduz a leitura do preconceito e da inveja como razões possíveis do ocorrido. O chefe diz que isso foi uma tragédia e Ryota apenas lhe diz que isso não afetará o seu desempenho profissional. O patrão lhe sugere criar os dois, modo de não perder nada e evitar uma escolha. Mais uma orientação que exclui qualquer escuta.

O pai de Ryusei parece querer tratar a situação visando um ganho financeiro e o pai de Keita sugere o recurso a um advogado. O pai de Ryusei brinca com as crianças e a mãe escreve um bilhete para Midori onde diz que pode contar com ela. Ryota pensa que talvez tenham que processar o casal. Ele não quer que a situação fique pública e quer a guarda dos meninos, seguindo a orientação do patrão.

O advogado surpreendido lhe pergunta se ele quer ser pai do outro menino. Ele foge da pergunta e responde que gostaria que o menino morasse com eles porque tem o seu sangue. O advogado lhe diz que o sangue não tem importância e que Ryota sempre teve problemas com seu pai. E sugere que em lugar de dar dinheiro ao outro se una a ele processando o hospital. Decidem com os advogados experimentar trocar as crianças de casa no final de semana.

Ryota diz ao filho que estar na casa de Ryusei vai ser uma espécie de missão, como se se tratasse de um vídeo game, para que ele crescesse e ficasse mais forte. As diferenças na maneira de as famílias educarem seus filhos logo aparece. Enquanto Ryota trabalha o tempo todo o lema do pai de Ryusei é: deixe para amanhã o que pode fazer hoje e por isso é muito mais presente na vida dos filhos. Cada pai com seu sintoma.

Midori visivelmente angustiada propõe ao filho fugir para um lugar onde não os conheçam. E o menino pergunta o que aconteceria com o pai. Para ele seu pai não poderia perdê-lo, o que não é tão seguro para sua mãe. Ela também não consegue sair do lugar de submetida aos desmandos de seu marido.

 A mãe de Ryota diz que a casa deles parece um hotel e diz ao filho que o que importa é quem cria os filhos.

Saiki, o pai de Rysei, diz que, apesar de existirem muitos tipos de família, Ryota deveria ter mais tempo com o filho pois ninguém poderia substitui-lo em seu papel de pai. Aparece aqui a ideia de função paterna e da necessidade do tempo e do encontro para que ela seja encarnada. Ser pai implica em poder dar o que não se tem, no caso de Ryota, tempo.

No julgamento, a enfermeira confessa que trocou as crianças porque achava difícil ter que cuidar dos filhos do marido e como os pais de Keita eram ricos, ela queria que eles também tivessem problemas e falta. Aparece aqui uma mulher para além da mãe e cujo gozo a autoriza a causar uma falta na vida de outra mulher/mãe que ela considerava como tendo, quando ela não tinha. A criança aparece aqui como objeto não mercadoria, mas objeto de um gozo obscuro, não inscrita em uma relação desejante.

Por trás da posição de Ryota de evitar a castração a qualquer custo, existe também uma história da sua relação com o pai. Ele vai visitar seu pai com seu irmão. Seu incômodo ali é notável. Seu pai conta que é zelador de um prédio e que sua mulher também trabalha. Ele aposta em cavalos. Sua teoria é que as famílias são assim, mesmo que os filhos não vivam com os pais, eles se parecem com eles. É uma questão biológica, de sangue, são como os cavalos.

A mulher do pai diz que o que importa é a convivência, foi o que ela aprendeu cuidando dos filhos do marido. A mãe de Ryusei diz que Ryota não tem um verdadeiro laço de amor com seu filho. O discurso das mulheres no filme traz sempre a marca da falta e do amor como tratamento do limite.

Eles decidem trocar as crianças. Keita pergunta se os pais de Ryusei o amariam mais que seu pai e ele invcrivelmente responde que sim.

Na casa deles Ryusei pergunta vários porquês e sobretudo porque deveria chamá-lo de pai já que ele não o era.

A palavra das crianças entra aqui, apesar de não ser escutada, fazendo furo nesse discurso que as reduzia a objetos fora da linguagem, seja objetos mercadoria, de troca, seja objetos de um gozo obscuro de seus outros.

Temos então uma mudança em Ryota a partir dessa experiência. Ao ver a relação do enteado com a enfermeira ele telefona para sua madrasta para lhe pedir desculpas. Mas ainda falta. Ryusei foge para sua casa e Ryota o busca de volta. Então ele pode contar à mulher que também havia fugido de casa para encontrar com sua mãe, mas que seu pai o buscara tal como ele acabara de fazer. Enfim surge a enunciação de Ryota, sua história de família e sua posição de defesa diante da perda de sua mãe, um sujeito que se apresentava como disposto a ganhar sempre.

É só ao se defrontar com o olhar do filho nas fotos que este havia feito dele dormindo, que Ryota, neste longo tempo para compreender, pode se dar conta do que pode transmitir ao filho e enfim reconhecer sua paternidade. Tal como o filho, ele também se recusara a tocar piano.

Está à cargo da família transmitir um desejo não anônimo e dar uma resposta sobre as relações adequadas entre os homens e as mulheres. A família escreve a relação pai-mãe e não a relação homem-mulher e está suportada pelas identificações. É sobre essas identificações que se forma o supereu, a partir do lugar do pai como lei.

Nos anos 50 Lacan introduziu a metáfora paterna como uma leitura da relação entre a lei paterna e o desejo da mãe e indicava que cada sujeito se inscrevia de uma forma singular nessa relação.

Nesses tempos, em seu sem 5 Lacan diz que a carência paterna não estava ligada à ausência da pessoa do pai. Dizer que o pai é uma metáfora, tal como ele escreveu na metáfora paterna, é dizer que o pai é uma função. Nela, o pai é um significante, é o instrumento para resolver o gozo pelo sentido. Mais tarde, essa dissociação da pessoa do pai chega a fazer do pai uma nomeação de RSI e o pai além de ser uma função simbólica passa a ser uma função real que atua sobre o real do sexo.

 Ao colocar em Nota sobre a criança a ênfase na função de transmissão de um desejo que não seja anônimo, Lacan indica que essa função deve estar encarnada, não necessariamente por alguém de um determinado sexo. A transmissão de como cada pai pode encontrar uma solução para sua relação com o gozo é como essa função pode orientar cada filho.

O filme nos ensina sobre a necessidade da encarnação da função paterna e que ela também depende da história subjetiva daquele que a exerce. Cada um inventa seu pai, mas há que se conceder com isso.

O que a psicanálise nos abre como possibilidade de pensar a função paterna nas experiências contemporâneas não cabe nem nas respostas da ciência, nem da lei, nem do puro simbólico. Nos cabe, tal como Lacan nos convida a fazer, não permitir que o real do corpo da criança responda a esse lugar obscuro onde muitas vezes ela corre o risco de cair.

Um comentário – Ana Beatriz Freire

Ryota (Masaharu Fukuyama) trabalha no ramo imobiliário e é um perfeito exemplar do workaholic do mundo capitalista. Sua relação com o filho Keita (Keita Ninomiya) é idealizada segundo a modalidade da produtividade, manifesto no desejo que seu filho fosse o melhor na escola. O filme começa com a entrevista dos pais de Keita para entrar em uma nova escola e o pai Ryota, grande executivo arquiteto, já demostra a defasagem entre esse ideal e Keita, o filho propriamente dito, que é sensível e, segundo suas expectativas, pouco competitivo e parecido com a mãe em sua fragilidade.

O início do filme mostra o cotidiano de Ryota, tocar piano, deveres escolares sempre acompanhado da mãe e na ausência do pai muito ocupado. Mostra a frieza desse cotidiano e o pouco desejo e alegria de Keita nessas tarefas que, entretanto, realiza com afinco com a finalidade de preencher o ideal paterno.

O filme tem uma reviravolta quando a equipe do hospital onde Keita nasceu liga e solicita uma reunião e anuncia que o filho Keita foi trocado na maternidade por um outro menino que hoje, depois de seis anos, vive como se fosse filho de outra família.

Uma transformação radical, com essa notícia de que o menino é filho de outra família, também vítima da troca de bebês na maternidade. Agora, seis anos depois, quatro adultos, duas crianças e seus irmãos precisam aprender uma nova realidade cheia de contrastes. É hora de recomeçar, conviver com o fato e, principalmente, elaborar.

Com o claro objetivo de evidenciar estas vidas distintas – agora cruzadas – o roteiro vai semeando uma série de situações de puro antagonismo entre os pais, tanto do lado financeiro, quanto amoroso e afetivo. O cineasta japonês Hirokazu Koreeda não hesitou em carregar nas cenas para envolver ao máximo o espectador, a ponto de nos deixar em dúvida sobre o que seria certo ou errado.

Koreeda que retrata frequentemente a história de família, privilegia, nesse filme, os laços afetivos não sanguíneos, embaralha e nos surpreende colocando em xeque o limiar tênue entre o dito natural e construído na constituição dos laços. Construindo, desconstruindo e depois construindo novamente o conceito de família com imagens evocativas de um lirismo emocionante, apresenta, desde o título, a questão: o que constitui a relação pais e filhos, ou o que constitui uma família? O dinheiro, a escola, o afeto, a educação ou a consanguinidade?

            O diretor opta pela não escolha de juízos de valor morais, entretanto, não deixa de abordar uma ética nas relações dessas famílias. Como comentamos sobre outro filme, “Assunto de família”[1], a ética, segundo Gilles Deleuze, é oposta à moral: enquanto a moral julga a vida a partir de valores transcendentes, bem e mal, valores metafísicos, que se definem por regras, normas, tabus convencionais; a ética é referida em modos de existência que se orientam pela imanência do desejo, estilo de vida e suas condições de possibilidades.1 Nesse sentido, apesar de viverem em um delito legal, os bebês foram trocados, as famílias vivem com seus sintomas e podemos constatar que a família do filho dito legítimo vive mais agregada, desejante e alegremente do que uma família com laços sanguíneos legítimos.

Em “Assunto de família” (2018) observamos que, apesar de viverem na ilegalidade e nos ilegalismos (furtos, raptos, falsificação de identidade, omissão de cadáver, amor interesseiro etc.), a ética constitui a família retratada no filme. Trata-se de uma ética que se evidencia em vários momentos: quando o menino ‘ladrão’ protege a irmã de entrar no mundo da criminalidade; quando o patriarca Osamu demonstra compaixão pela situação de maus tratos da garotinha; quando Nobuyo escolhe ir para cadeia no lugar do marido; quando esta convoca o menino a escolher entre aquela família ‘forjada’ e a sua família consanguínea, duvidando de sua função como pais; quando o dono da mercearia denuncia fazer semblante de não perceber os pequenos furtos de Shota, mas o impede de envolver sua irmã nesses atos.

Nesse filme anterior, Pais e filhos, o diretor também interroga os valores legais, quando a partir de uma infração médica, a troca dos bebês, os personagens buscam saídas na não legalidade, respeitando, entretanto, uma construção segundo uma orientação desejante, singular e ética. Isso fica evidente, quando por exemplo, dividido pela culpa, a mãe tenta fugir com o filho que criou sem o consentimento da outra família, do filho consanguíneo e ou mesmo do próprio marido. Ou quando o pai executivo, rico com seus valores capitalistas, acha precária a maneira da outra família constituir e educar seu filho dito verdadeiro, isto é, aquele com laços sanguíneos, e propõe, de forma indecorosa do ponto de vista moral, “comprar” o filho da outra família e educar os dois meninos.

O filme se interroga pela ética, transmissão e função paterna quando em uma cena de um lirismo cinematográfico o pai mais humilde (que vive com os filhos em um comercio de pequenas vendas, uma mercearia eletrônica) solicita ao pai Ryota – que agora decidiu seguir a recomendação da equipe médica e criar o filho consanguíneo – de transmitir como se solta pipa- tarefa que herdou de seu pai e que gostaria que seu filho, mesmo não consanguíneo, mantivesse. Entre Keita e Ryusei, o outro filho, há um desafio e defasagem de investimentos, laços e ideias vividos durante seis anos que não podem ser anulados. Como constata o “novo” pai, as crianças não são “bichinhos de estimação que podem ser trocados”.

Nesse filme, chama atenção também o papel das mulheres, que defrontando com o impossível da transmissão, conseguem construir laços nas bricolagens, não sem afeto, das tarefas domésticas e educacionais. Com diálogos tocantes, a sensibilidade aflora em vários momentos como aquele em que a mãe revela se sentir traidora do filho “anterior”, por começar a gostar do atual (verdadeiro). Ou quando a mãe de Ryysei se aproxima da mãe de Keita ao confessar impossibilidade de ter outro filho,

O fim do filme nos surpreende quando o protagonista pai, Ryota, se ve vendo pela câmera das fotos que tirava seu filho Keita. Nesses enquadramentos, seu filho antes de ir para a outra família, fotografava diariamente o pai, como um apelo a uma possível função paterna, O pai nas fotos estava sempre dormindo, no excesso de trabalho parece não ter sobrado lugar para olhar e dar olhar ao filho, olhar este que fica na memória de um aparelho fotográfico a espera de uma pére-versão, versão do pai.

            Ao se ver vendo na câmera pelos olhos do filho, Ryota, que abriu mão do amor do filho (ao responder ao filho que o outro casal vai amá-lo mais do que ele, seu pai), vai procura-lo e pedir desculpas pelo não olhar, pela ausência de olhar. Em uma cena muito singela, no caminhar paralelo no parque, apesar da não relação, ou pela admissão do furo, falha da função paterna, Ryota, consegue transmitir e humanizar-se como pai e Keita, por sua vez, a sua maneira, pode se servir do pai.

[1] Freire, Ana Beatriz. “A propósito do filme “Assunto de família””. In: Cinema e Psicanálise – uma homenagem à Stella Jimenez. Maia, A.M.W. (Org), Goiânia: Editora Kelps.